Trump é retirado de jantar após tiros; líderes mundiais condenam ataque
Trump retirado de jantar após tiros; líderes condenam

Na noite deste sábado (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas do jantar anual de correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel em Washington D.C., após a ocorrência de disparos no local. O evento, que reunia centenas de convidados entre jornalistas e autoridades, foi interrompido por volta das 21h30, quando participantes ouviram sons de tiros e explosões.

Evacuação e reação imediata

Agentes do Serviço Secreto escoltaram rapidamente Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio para locais seguros. O presidente classificou o incidente como um "momento traumático" e elogiou a atuação dos agentes de segurança. Em coletiva na Casa Branca, Trump confirmou que um agente foi baleado, mas afirmou que ele "está bem". O presidente também declarou acreditar que era o alvo do ataque, citando as duas tentativas de assassinato que sofreu nos últimos dois anos. "Ser presidente é uma profissão perigosa", disse.

Detalhes do ataque

O Serviço Secreto informou que o autor dos disparos utilizou uma escopeta. O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente na Califórnia, foi preso no local e encaminhado a um hospital para avaliação. O FBI já realizava buscas em sua residência. Testemunhas relataram múltiplos disparos e explosões, gerando pânico entre os convidados. A organização do evento afirmou não haver feridos, apesar do agente atingido. O jantar foi adiado por até 30 dias, contrariando o pedido de Trump para que fosse retomado imediatamente.

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Reações internacionais

Líderes mundiais manifestaram repúdio ao ataque e solidariedade a Trump. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou: "A violência nunca deve ser o caminho", celebrando a segurança do casal presidencial. A Argentina, por meio da presidência, expressou "seu mais enérgico repúdio ao novo atentado contra a vida sofrido pelo presidente Trump", condenando a "retórica violenta da esquerda em todo o mundo". A senadora democrata Nancy Pelosi e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, também condenaram a violência, com Pelosi falando em "grande alívio" pela segurança de todos. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, condenou a "tentativa de agressão" e afirmou que "a violência nunca será opção aos que defendem a paz". O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse estar "profundamente perturbado pelo tiroteio" e aliviado pela segurança dos presentes.

Contexto do evento

O jantar de correspondentes da Casa Branca é um evento tradicional que reúne jornalistas, autoridades e celebridades. Diferentemente de outros eventos oficiais, não havia revista de segurança, apenas verificação de ingressos na entrada, conforme relatou a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl. O ataque ocorre em um momento de tensão política nos EUA, com Trump sendo alvo de críticas e investigações. A polícia local informou que o suspeito estava hospedado no hotel onde o jantar ocorria.

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