Os preços do petróleo bruto Brent subiram brevemente acima de US$ 126 por barril, atingindo seu nível mais alto desde o início da guerra na Ucrânia em 2022. O aumento, de quase 7%, foi impulsionado por relatos de que os militares dos EUA prepararam opções de ação contra o Irã, elevando as preocupações geopolíticas.
Planos de ataque e reação do mercado
De acordo com o site Axios, o Comando Central dos EUA elaborou planos para uma onda de ataques “curtos e poderosos” contra o Irã, com o objetivo de romper o impasse nas negociações. A BBC entrou em contato com o Pentágono e a Casa Branca para comentários. O mercado reagiu imediatamente, com o Brent saltando para mais de US$ 126 antes de recuar para cerca de US$ 116 nas negociações europeias.
Cadeia de efeitos econômicos
Especialistas apontam que o aumento do petróleo desencadeia uma reação em cadeia na economia global. “Quando os preços do petróleo sobem, os efeitos se espalham por toda a economia”, explica Naveen Das, analista sênior da Kpler. O impacto vai além dos combustíveis, afetando inflação, transporte e custo de vida.
1. Petróleo mais caro
O petróleo Brent subiu brevemente para US$ 126, o maior patamar desde o início da guerra na Ucrânia. Antes da escalada, o barril estava em torno de US$ 70. O estreito de Ormuz permanece fechado na prática, elevando custos de combustível para motoristas.
2. Produtos derivados encarecem
O petróleo é insumo essencial para plásticos, fertilizantes e produtos químicos. Com a alta, setores como aviação e agricultura já sentem os efeitos. Susannah Streeter, do Wealth Club, alerta que os custos dos fertilizantes podem permanecer elevados até o próximo ano, pressionando os preços dos alimentos.
3. Transporte mais caro
Quase tudo depende de transporte. O aumento do combustível eleva as despesas de frete, que são repassadas aos consumidores. Alimentos, bens de consumo e matérias-primas ficam mais caros.
4. Inflação em alta
Os custos crescentes se acumulam em toda a economia. No Brasil, a inflação anual oscila em torno de 4,3% a 4,4% no início de 2026, ainda perto do limite superior da meta. A previsão do Banco Central é de 4,86% para o ano, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.
5. Impacto na vida cotidiana
Os consumidores enfrentam contas de supermercado mais altas, deslocamento mais caro e aumento nos serviços públicos. Trabalhadores podem buscar salários mais altos, pressionando ainda mais a inflação. Bancos centrais tendem a subir juros, encarecendo o crédito e desacelerando a economia.
Risco de recessão global
O FMI alerta que o conflito com o Irã pode tirar a economia global “do rumo”, aumentando o risco de recessão. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defende que uma “pequena dor econômica” é justificável para conter o programa nuclear iraniano.



