Petróleo Brent ultrapassa US$ 125 com impasse entre EUA e Irã
Petróleo Brent ultrapassa US$ 125 com impasse EUA-Irã

O preço do petróleo bruto Brent ultrapassou a marca de US$ 125 por barril (aproximadamente R$ 624,73) no início desta quinta-feira (30), impulsionado pela estagnação nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Esse impasse levantou dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e um possível fim permanente para o conflito no Irã.

Impacto nos contratos futuros

O petróleo Brent para entrega em junho registrou alta de 6,2%, atingindo US$ 125,36, enquanto o contrato para julho subiu 3,1%, para US$ 113,85. Já o petróleo de referência dos EUA, o WTI, avançou 2,3%, chegando a US$ 109,38 por barril. Antes do início da guerra, no final de fevereiro, o Brent era negociado em torno de US$ 70 por barril.

Guerra no Irã e bloqueio dos EUA

A guerra no Irã, que já dura nove semanas, ainda não apresenta sinais claros de resolução. Os Estados Unidos mantêm o bloqueio aos portos iranianos, enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado, o que continua a pressionar os preços do petróleo. Relatos de quarta-feira sugerindo uma possível escalada por parte do presidente americano, Donald Trump, dissiparam as esperanças de um fim rápido para o conflito.

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Segundo estrategistas do ING Bank, Warren Patterson e Ewa Manthey, "o colapso das conversas entre EUA e Irã, juntamente com a notícia de que o presidente Trump rejeitou a proposta iraniana para a reabertura do Estreito de Ormuz, faz com que o mercado perca a esperança de qualquer retomada rápida nos fluxos de petróleo".

Comparação com recordes históricos

Por algumas métricas, o Brent atingiu seu nível mais alto desde o pico de US$ 147,50 por barril em 2008, durante a crise financeira global. Os preços do petróleo variam conforme o tipo, local de negociação e termos dos contratos futuros.

Impacto nos mercados cambiais e de ações

Com a guerra abalando os mercados mundiais, o dólar americano subiu para 160,51 ienes japoneses, seu nível mais alto em quase dois anos. A moeda fechou a 160,44 ienes na quarta-feira. O fortalecimento do dólar deve-se, em parte, ao seu status de porto seguro para investidores em tempos de risco e às taxas de juros relativamente altas nos EUA, enquanto o Federal Reserve busca equilibrar o estímulo econômico com os preços mais elevados decorrentes da guerra.

A decisão do Fed de manter as taxas de juros estáveis em sua reunião de política monetária na quarta-feira deu suporte adicional ao dólar. Analistas afirmam que autoridades japonesas provavelmente interviriam no mercado caso o iene caísse ainda mais. O euro recuou de US$ 1,1675 para US$ 1,1663.

Os contratos futuros dos EUA e as ações asiáticas recuaram após um desempenho morno em Wall Street na quarta-feira. O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 1,6%, para 58.967,07; o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 1,1%, para 6.615,51; o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,3%, para 25.772,50; e o índice Composto de Xangai operou em alta de 0,1%, a 4.109,99.

A atividade fabril da China para abril desacelerou ligeiramente, mas permaneceu em território de expansão pelo segundo mês consecutivo, apesar do choque energético global provocado pela guerra no Irã, conforme indicou uma pesquisa oficial. O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,3%, para 8.665,50; o Taiex de Taiwan recuou 0,1%; e o Sensex da Índia perdeu 1,2%.

Desempenho em Wall Street

Na quarta-feira, as ações dos EUA fecharam mistas. O S&P 500 caiu menos de 0,1%, para 24.673,24; o Dow Jones Industrial Average recuou 0,6%, para 48.861,81; enquanto o Nasdaq avançou menos de 0,1%, para 24.673,24. As ações da Starbucks saltaram 8,4% após resultados melhores que o esperado, e a Visa subiu 8,3% pelo mesmo motivo.

Em outras negociações, o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos subiu de 4,36% na terça-feira para 4,42%, após o Fed anunciar que adiaria cortes nas taxas de juros.

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