Quase um mês após a declaração de cessar-fogo, os Estados Unidos e o Irã voltaram a se enfrentar nesta quinta-feira (7) na região do Estreito de Ormuz. Apesar dos novos ataques, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a trégua continua em vigor.
Novos combates e acusações
O mundo aguardava o anúncio de um acordo de paz, mas a noite de quinta-feira trouxe notícias de novos combates e trocas de acusações. O governo iraniano denunciou que os Estados Unidos bombardearam a capital, Teerã, e cidades no sul do país, prometendo retaliar. Em resposta, o Comando Central americano informou que os bombardeios foram uma reação a foguetes e drones disparados pelo Irã contra navios dos EUA no Estreito de Ormuz, tendo como alvos as bases iranianas de onde partiram os ataques.
Expectativa de acordo diplomático
A reviravolta ocorreu em um dia marcado pela expectativa em torno da diplomacia. A estratégia do governo americano é assinar rapidamente um acordo de paz sucinto para reabrir o Estreito de Ormuz, deixando negociações mais complexas, como o futuro do programa nuclear iraniano, para uma segunda fase. Segundo o jornal The Wall Street Journal, pela primeira vez o Irã se mostra aberto a discutir seu programa nuclear.
O acordo, de apenas uma página e 14 pontos, estabelece que o Irã não impedirá mais a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, enquanto os EUA deixarão de bloquear o tráfego nos portos iranianos.
Sinais de união no Irã
Na manhã de quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, conversou por telefone com o ministro paquistanês. Pouco antes, um porta-voz do Ministério do Paquistão afirmou que seu governo está otimista. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que se reuniu recentemente com o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, sendo o primeiro relato público de um encontro desde que Khamenei sofreu ferimentos graves no início da guerra.
Batalha na ONU
Os EUA também enfrentam uma batalha diplomática com o Irã nas Nações Unidas. Os americanos propõem uma resolução que exija que o Irã pare de usar minas marítimas no Estreito de Ormuz. No entanto, segundo diplomatas, a resolução enfrenta prováveis vetos da China e da Rússia. Um veto chinês seria constrangedor às vésperas da viagem planejada de Donald Trump à China na próxima semana.



