Padre brasileiro e grupo de peregrinos escapam de Israel após intensos bombardeios na região
Um grupo composto por 17 brasileiros que participava de uma peregrinação religiosa no Oriente Médio foi forçado a deixar Israel de maneira abrupta e urgente, após uma série de bombardeios que atingiram a região nos últimos dias. Entre os integrantes do grupo está o padre Marcio Vignoli, que atua na Paróquia Santíssimo Sacramento, localizada na Igreja Matriz de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Fuga através do deserto e celebração planejada no Mar Vermelho
Em relatos compartilhados através das redes sociais, o padre Vignoli detalhou que o grupo conseguiu sair de Israel no domingo, dia 1º, e imediatamente cruzou a fronteira terrestre para o território do Egito, realizando uma travessia pelo deserto. Nesta terça-feira, dia 2, a assessoria da comunidade religiosa Divino Oleiro confirmou oficialmente que todos os brasileiros já se encontram em segurança na cidade do Cairo, capital egípcia.
O grupo planeja realizar uma celebração religiosa especial às margens do Mar Vermelho, um momento de reflexão e gratidão pela segurança alcançada. Posteriormente, na quarta-feira, dia 4, os peregrinos têm programado seguir viagem para Roma, na Itália, onde farão uma visita ao Vaticano, antes de finalmente embarcarem no voo de retorno ao Brasil.
"Conseguimos realizar ontem a travessia da fronteira de Israel para o Egito. Já estamos instalados no Egito, neste hotel que fica próximo ao Mar Vermelho. Daqui a pouco vamos continuar nossa jornada, com mais aproximadamente sete horas de viagem rumo ao deserto do Sinai, mas tudo está transcorrendo com muita tranquilidade", afirmou o padre Vignoli em sua comunicação.
Contexto da peregrinação interrompida pela guerra
Conforme informações divulgadas pela comunidade Divino Oleiro, os brasileiros que acompanham o sacerdote são originários das cidades catarinenses de Florianópolis e Balneário Camboriú. Eles haviam chegado a Israel na sexta-feira, dia 27, para uma peregrinação que incluía locais sagrados.
No entanto, apenas um dia após sua chegada, a região foi abalada por um grave ataque militar. Um ataque coordenado promovido por Estados Unidos e Israel atingiu o território do Irã, resultando em numerosas vítimas fatais. Entre os alvos atingidos estava uma escola para meninas no país iraniano.
Como resposta direta a esses bombardeios, o Irã lançou uma série de mísseis e atacou bases militares norte-americanas localizadas em diversos países do Oriente Médio. Nesta terça-feira, explosões intensas foram ouvidas e registradas em várias nações da região, marcando a escalada do conflito.
Guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã causa mortes e destruição
Estados Unidos e Israel desferiram um maciço ataque contra o Irã na manhã de sábado, dia 28, dando início a um conflito armado de grandes proporções entre as três nações. Explosões de grande intensidade foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios iniciais resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros membros de alto escalão da cúpula militar e do governo iraniano. Em retaliação, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Essa troca de ataques tem se mantido de forma contínua desde então, com bombardeios diários sendo realizados contra Israel e contra o Irã, sendo testemunhados também em países vizinhos da região. Os Estados Unidos informaram no domingo que três militares norte-americanos foram mortos desde o início das hostilidades.
O presidente Donald Trump fez uma declaração pública prometendo vingar as baixas. "Infelizmente, haverá mais mortes antes que esta guerra chegue ao fim. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador contra os terroristas que travam, basicamente, uma guerra contra a civilização", afirmou Trump.



