Operação Regalo prende prefeito e empresários em SC por corrupção e lavagem
Operação Regalo prende prefeito e empresários em SC

Operação Regalo cumpre mandados em 11 cidades

Seis pessoas foram presas preventivamente nesta terça-feira (19) durante a Operação Regalo, que investiga organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro nos municípios de Balneário Piçarras e São João Batista, em Santa Catarina. Entre os detidos estão um prefeito, cujo nome não foi divulgado, e empresários suspeitos de envolvimento no esquema.

Ao todo, 37 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências, empresas e órgãos públicos de 10 cidades catarinenses e uma em Mato Grosso. As ações são conduzidas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Propina com dinheiro público

Segundo o MPSC, somente em Balneário Piçarras, os investigados teriam recebido aproximadamente R$ 485,9 mil em propina paga com recursos públicos. A Justiça determinou o bloqueio desses valores. As medidas de busca e apreensão também foram direcionadas a servidores, ex-servidores e agentes políticos.

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Municípios alvos dos mandados

Os mandados foram cumpridos nos seguintes municípios: Timbó, Biguaçu, Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas (SC) e Colider (MT).

Investigações iniciadas em 2024

As investigações começaram em 2024, sob a presidência do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) de Itajaí, e tramitam em sigilo. A operação busca aprofundar a coleta de provas relativas a contratos de prestação de serviços de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de outros contratos do município e de São João Batista. Há indícios de atuação de um grupo político em conluio com um grupo empresarial.

Conforme a investigação, existem fortes indícios de que os investigados atuavam de forma estruturada, com divisão de tarefas, envolvendo núcleo empresarial e político-administrativo, mediante pagamento de propina correspondente a 3% dos contratos públicos vinculados ao Município de Balneário Piçarras e em valores variados em relação ao Município de São João Batista.

Segundo o órgão, há evidências de que os integrantes dessa organização criminosa seguem agindo de maneira ardilosa e sorrateira, pagando propinas arcadas com o superfaturamento das obras públicas em municípios do Litoral Norte do estado.

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