Ucrânia retoma bombeamento de petróleo russo para Europa via oleoduto Druzhba
Ucrânia retoma petróleo russo para Europa via oleoduto

Ucrânia reinicia fluxo de petróleo russo para Europa após acordo com UE

Nesta quarta-feira (22), a Ucrânia retomou o bombeamento de petróleo russo para países da Europa através do oleoduto Druzhba, que corta o noroeste do território ucraniano. A medida ocorre em troca da aprovação preliminar de um empréstimo de grande porte da União Europeia ao país, conforme confirmado pelas agências de notícias AFP e Reuters.

Detalhes da retomada e impactos imediatos

Uma fonte do setor energético ucraniano afirmou que "o transporte de petróleo começou e o bombeamento foi iniciado". A gigante energética húngara MOL divulgou um comunicado esperando que os primeiros carregamentos, após a retomada do trecho ucraniano do sistema de oleodutos, cheguem à Hungria e à Eslováquia até esta quinta-feira. Denisa Sakova, ministra da Economia da Eslováquia, reforçou em publicação no Facebook que os fornecimentos devem atingir seu país nas primeiras horas do dia.

Contexto do empréstimo europeu e tensões políticas

A retomada do transporte de petróleo russo abriu caminho para que a União Europeia desse o primeiro sinal verde a um empréstimo de 90 bilhões de euros (aproximadamente R$ 528 bilhões). Este financiamento permitirá à Ucrânia reforçar suas defesas em meio à guerra contra a Rússia, que já dura mais de quatro anos, e garantir gastos públicos até 2027.

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A UE impôs um bloqueio à maior parte das importações de petróleo da Rússia em 2022, quando o conflito começou, mas excluiu o oleoduto Druzhba para dar tempo a países da Europa central sem litoral, como Hungria e Eslováquia, de encontrarem fontes alternativas. No entanto, o oleoduto foi danificado em janeiro após um ataque russo, interrompendo o fornecimento.

Conflitos e resolução recente

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, derrotado nas eleições no início do mês, acusava a Ucrânia de adiar os reparos e bloqueava, em retaliação, o empréstimo europeu. A Eslováquia, altamente dependente do petróleo russo, também ameaçava impedir a aprovação do próximo pacote de sanções contra a Rússia.

Na terça-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou o fim dos reparos no oleoduto. Em março, ele havia reclamado que a UE o pressionava para prosseguir com a obra, chamando-a de "chantagem" e questionando: "Qual a diferença entre isso e levantar as sanções contra os russos?" em coletiva de imprensa.

Este acordo marca um momento crucial nas relações entre Ucrânia e UE, equilibrando necessidades energéticas europeias com apoio financeiro para a defesa ucraniana.

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