Trump estende ultimato ao Irã e EUA avaliam envio de 10 mil soldados para Oriente Médio
Trump estende ultimato ao Irã e EUA avaliam envio de tropas

Trump estende prazo para ataques ao Irã enquanto EUA avaliam envio massivo de tropas

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos está avaliando o envio de mais 10 mil soldados para atuar como tropas terrestres no Oriente Médio, conforme revelou o jornal Wall Street Journal nesta quinta-feira (26). Esta informação surge em meio a relatos da imprensa internacional de que o presidente Donald Trump analisa uma possível operação terrestre no território iraniano.

Alvos estratégicos e ampliação do poderio militar

Entre os alvos cogitados pelos estrategistas militares norte-americanos estão a ilha de Kharg, local estratégico para a exportação de petróleo iraniano, e a costa do país. Segundo o WSJ, o envio dessas tropas ampliaria significativamente as opções militares disponíveis para a administração Trump.

Caso o Pentágono confirme a medida, os militares se somariam a outros 5 mil fuzileiros navais e a milhares de paraquedistas já deslocados para a região. O plano também inclui o envio de veículos blindados, embora ainda não esteja claro para qual local específico as forças seriam deslocadas. Os soldados devem ficar posicionados a uma distância que permita um eventual ataque ao Irã, incluindo a ilha de Kharg.

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Ultimato estendido e negociações em curso

Paralelamente às movimentações militares, o presidente Trump anunciou pela segunda vez a ampliação do adiamento de possíveis ataques contra usinas de energia iranianas. Em publicação em rede social, o mandatário informou que concedeu um prazo adicional de 10 dias, até 6 de abril, antes de autorizar qualquer ação ofensiva.

Trump afirmou que as negociações entre os dois países "estão indo muito bem" e que a decisão foi tomada após um pedido do governo iraniano. No entanto, mediadores disseram ao Wall Street Journal que o Irã não solicitou nenhum novo prazo, criando contradições nas versões apresentadas.

Contexto das tensões recentes

A sequência de eventos começou no dia 21 de março, quando Trump declarou que iria "obliterar" as usinas de energia do Irã caso o país não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas. Dois dias depois, concedeu mais 5 dias de prazo, afirmando que as conversas para encerrar o conflito estavam "muito boas e produtivas".

Mais cedo nesta quinta-feira, porém, Trump demonstrou ambiguidade ao dizer que não tem mais certeza sobre querer um acordo com o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio, acrescentando que Teerã estaria "desesperado" por negociações.

Plano de paz rejeitado pelo Irã

Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos enviaram nesta semana um plano de paz de 15 pontos para encerrar o conflito. O documento inclui condições rigorosas sobre armas e o enriquecimento de urânio:

  • Compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares
  • Limitação do alcance e da quantidade de mísseis
  • Desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow
  • Fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah
  • Criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz

O governo iraniano rejeitou categoricamente a proposta, classificando-a como "excessiva e desconectada da realidade". Teerã afirmou ainda que Trump não ditará o fim do conflito unilateralmente.

Posicionamento iraniano

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quarta-feira (25) que os Estados Unidos "reconhecem a derrota" ao falar sobre negociações neste momento. Segundo ele, o que existe atualmente são apenas conversas indiretas, sem avanços substantivos que indiquem uma resolução próxima do conflito.

O cenário permanece tenso, com movimentações militares significativas por parte dos Estados Unidos contrastando com discursos de negociação e prazos estendidos, enquanto o Irã mantém sua postura de resistência às exigências norte-americanas.

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