Trump prevê ataques ao Irã por até um mês após ofensiva conjunta com Israel
Trump: ataques ao Irã podem durar um mês após ofensiva

Trump projeta duração de um mês para ataques ao Irã após ofensiva militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo, 1° de março de 2026, que os ataques ao Irã podem persistir por aproximadamente um mês. A afirmação ocorre após uma ofensiva conjunta entre os Estados Unidos e Israel, lançada no sábado, que resultou na morte de dezenas de comandantes militares, políticos e do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Resposta iraniana e declarações de Trump

Em resposta aos ataques, o Irã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes contra bases americanas no Oriente Médio, abrangendo locais desde o Bahrein até os Emirados Árabes Unidos. As autoridades iranianas reiteraram que reservam o "direito legítimo de vingança".

Trump, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, explicou: "Sempre foi um processo de quatro semanas. Imaginávamos que levaria cerca de quatro semanas. Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então – por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas – ou menos".

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Baixas e consequências da ofensiva

O líder americano também expressou pesar pela morte de três militares dos Estados Unidos durante os ataques, afirmando: "São pessoas excelentes. E, sabe, infelizmente, esperamos que isso aconteça. Pode continuar acontecendo – pode acontecer de novo". A identidade das vítimas não será divulgada em até 24 horas após as notificações, conforme informou o Comando Central dos Estados Unidos, em respeito às famílias.

Do lado iraniano, as baixas foram significativas, incluindo:

  • O comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi
  • O chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Mohammad Pakpour
  • O assessor próximo do líder supremo e presidente do Conselho Nacional de Defesa, Ali Shamkhani
  • O ministro da Defesa e Logística das Forças Armadas, Aziz Nasirzadeh

Destruição de infraestruturas militares

Neste mesmo domingo, os Estados Unidos anunciaram ataques a infraestruturas militares iranianas. Trump destacou que nove navios "grandes e importantes" foram afundados e "grande parte" do quartel-general da Marinha do Irã foi devastada. Posteriormente, o Comando Central confirmou que o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, considerado o exército ideológico do Irã, também foi destruído.

Em um comunicado, o braço das Forças Armadas revelou que, ainda no sábado, "um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente", referindo-se à eliminação de líderes iranianos.

Reação pública e apoio aos ataques

Apesar da escala da operação, ela parece não ter sido amplamente apoiada pela população americana. De acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada neste domingo, apenas um em cada quatro americanos aprova os ataques. Os resultados indicam que:

  1. Aproximadamente 27% dos entrevistados apoiaram os bombardeios
  2. Cerca de 43% os desaprovaram
  3. 29% não tinham certeza sobre sua posição

O levantamento também mostrou que mais da metade dos entrevistados (56%) acredita que Trump está disposto a usar força militar para defender os interesses dos Estados Unidos, refletindo uma percepção de determinação em sua política externa.

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