Trump intensifica pressão sobre Irã com ameaça de destruição total
Em um pronunciamento carregado de tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que o Irã poderia ser destruído em uma única noite, aumentando a pressão para que o país aceite um acordo proposto pelos americanos para abrir o estreito de Hormuz. "Essa noite pode ser amanhã", declarou o republicano, estabelecendo um novo prazo para seu ultimato à liderança persa: esta terça-feira (7), às 21h, no horário de Brasília.
Detalhes do resgate de aviadores abatidos pelo Irã
Durante o discurso, realizado ao lado de altos comandantes militares e do diretor da CIA, Trump forneceu informações detalhadas sobre o resgate dos dois aviadores americanos cujo caça foi atingido por forças iranianas na sexta-feira (3). Segundo o presidente, a operação envolveu 155 aeronaves e ações estratégicas para despistar os iranianos, sendo classificada como uma das mais complexas da história militar dos EUA.
Os tripulantes – um piloto e um oficial de sistemas de armas – ejetaram-se segundos antes da colisão violenta da aeronave contra o solo. O piloto manteve comunicação constante com sua unidade e foi resgatado cerca de seis horas após a queda, por uma força que incluía aviões de ataque e helicópteros. Já o oficial de sistemas escalou uma montanha de aproximadamente 2.100 metros de altura e escondeu-se em uma fenda até ser encontrado pelas tropas americanas.
Preocupações com captura e referências religiosas
As intensas buscas geraram preocupações de que o segundo militar, se capturado pelo regime iraniano, pudesse ser usado como ferramenta de pressão contra Washington. O Irã chegou a oferecer uma recompensa por sua localização. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, comparou o resgate ao Tríduo Pascal, fazendo uma série de referências religiosas cristãs e afirmando que os soldados americanos lutam por Jesus Cristo.
Irritação com vazamentos e ameaças contínuas
Trump demonstrou irritação com a imprensa e com um suposto "vazador" que divulgou informações sobre o resgate do piloto antes da segurança do segundo tripulante. O presidente ameaçou processar meios de comunicação e prender jornalistas que não revelassem fontes, citando questões de segurança nacional.
Mais cedo, durante o evento de Páscoa na Casa Branca, Trump já havia reiterado ameaças ao Irã, afirmando que os EUA estariam "destruindo o país" devido à recusa de sua liderança em ceder. Ele também comentou sobre uma terceira geração de líderes iranianos, que, em sua visão, "não é tão radicalizada".
O pronunciamento ocorre em um contexto de crescente tensão internacional, com o estreito de Hormuz como ponto crítico nas relações entre Washington e Teerã, potencialmente afetando a estabilidade global e a segurança energética.



