Vídeo registra momento dramático de navio petroleiro em chamas após ataque na costa iraquiana
Um vídeo divulgado pelas autoridades do Iraque capturou o momento aterrorizante em que um navio petroleiro foi completamente engolido por chamas intensas após ser atacado na costa do país, situada no estratégico Golfo Pérsico. O incidente ocorreu na noite de quarta-feira, no horário de Brasília, que corresponde à madrugada de quinta-feira, dia 12 de março, no horário local. As imagens mostram a embarcação envolvida em um violento incêndio, com labaredas altas e densa fumaça escura subindo ao céu.
Dois petroleiros atacados por embarcações iranianas com explosivos
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, o ataque envolveu não apenas um, mas dois navios petroleiros, que foram alvejados no movimentado porto de Basra por embarcações iranianas armadas com dispositivos explosivos. A autoridade portuária iraquiana confirmou que os ataques provocaram incêndios de grandes proporções em ambas as embarcações e, tragicamente, resultaram na morte de um tripulante estrangeiro. O diretor-geral da Companhia Portuária Iraquiana, Farhan al-Fartousi, relatou à Agência de Notícias Iraquiana (INA) que os funcionários do porto conseguiram realizar um resgate bem-sucedido da tripulação de um dos petroleiros estrangeiros atacados nas águas territoriais do país. Ele destacou que a tripulação desse navio específico era composta por mais de vinte pessoas.
Evacuação de tripulantes e fechamento de portos petrolíferos
Após a evacuação de aproximadamente vinte e cinco tripulantes das embarcações atingidas, o governo do Iraque tomou a decisão imediata de fechar todos os seus portos dedicados à exportação de petróleo, como medida de segurança e precaução. É importante ressaltar que os portos comerciais do país continuam operando normalmente, sem interrupções. O terminal portuário de Basra é considerado o mais vital do Iraque, pois é responsável pela exportação de cerca de oitenta por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, tornando este incidente particularmente crítico para a economia iraquiana.
Aumento no número de ataques a navios no Golfo Pérsico
Com este novo e grave incidente, o número total de ataques a navios registrados na região do Golfo Pérsico subiu para dezesseis, conforme dados divulgados pela autoridade marítima do Reino Unido, conhecida pela sigla UKMTO. Este aumento significativo ocorre desde o início do conflito armado envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. O regime iraniano tem realizado uma série de ataques contra diversos outros países do Oriente Médio e contra navios que transitam pela região, ações que são interpretadas como retaliação direta aos bombardeios conduzidos pelas forças norte-americanas e israelenses.
Contexto internacional e impacto no mercado de petróleo
A guerra no Oriente Médio tem exercido uma pressão considerável sobre os preços do petróleo em escala global, que voltaram a apresentar elevação nesta quarta-feira devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz. Esta rota de trânsito é crucial para o comércio mundial, pois por ela passa aproximadamente vinte por cento de todo o petróleo e gás natural consumidos em todo o planeta. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), uma média impressionante de vinte milhões de barris por dia de petróleo bruto e seus derivados transitou pelo Estreito de Ormuz no ano de 2025. Para contextualizar, a produção global combinada de petróleo bruto e derivados atinge a marca de cem milhões de barris por dia.
Medidas emergenciais para conter a alta dos preços
Em resposta à instabilidade e aos riscos crescentes, os trinta e dois países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram, nesta quarta-feira, dia 11 de março, em disponibilizar quatrocentos milhões de barris de petróleo provenientes de suas reservas estratégicas de emergência. O objetivo principal desta ação coordenada é conter a alta acentuada dos preços dos combustíveis, que foi provocada diretamente pela guerra em curso no Oriente Médio. Esta liberação representa a maior já realizada pelos países da AIE em toda a sua história, superando o recorde anterior de 182,7 milhões de barris, que havia sido estabelecido após a invasão da Ucrânia pela Rússia no ano de 2022.
Atualmente, os membros da AIE mantêm um estoque público emergencial de mais de 1,2 bilhão de barris de petróleo, além de outros seiscentos milhões de barris em estoques da indústria que são mantidos por obrigação governamental. O cronograma detalhado para a liberação destas reservas ainda será definido e coordenado entre as nações participantes, visando estabilizar o mercado em um momento de extrema volatilidade e tensão geopolítica.
