Israel nega responsabilidade por ataque que matou quase 150 em escola para meninas no Irã
Israel nega culpa em ataque a escola no Irã com quase 150 mortos

Israel nega responsabilidade por ataque que matou quase 150 em escola para meninas no Irã

O Estado de Israel informou oficialmente não ter conhecimento de nenhum ataque na região sul do Irã, onde uma escola primária exclusiva para meninas foi severamente atingida no último sábado, dia 28 de fevereiro. O incidente ocorreu durante uma operação militar conjunta conduzida por Israel e pelos Estados Unidos contra alvos do regime dos aiatolás, gerando uma tragédia humanitária de grandes proporções.

Detalhes do ataque e localização estratégica

Segundo informações da rede de notícias CNN, o colégio bombardeado está situado a aproximadamente 60 metros de uma importante base militar iraniana na cidade de Minab, próxima ao estratégico Estreito de Ormuz. Esta rota é vital para a navegação global, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, o que a torna um ponto geopolítico sensível.

O balanço provisório divulgado pela imprensa local indica um número chocante de 148 mortos, a maioria estudantes da instituição, além de 95 feridos. Imagens e vídeos que circularam amplamente nas redes sociais mostram cenas devastadoras, com corpos de meninas dentro de sacos mortuários negros, enquanto mochilas e materiais escolares estão espalhados entre os escombros da escola.

Posicionamento oficial das forças israelenses

Nadav Shoshani, porta-voz das Forças de Defesa Israelenses (IDF) para a imprensa internacional, foi categórico ao responder a uma pergunta da agência ANSA. "As Forças de Defesa Israelenses não têm conhecimento de nenhuma operação na área onde foi atingida a escola feminina em Minab, no sul do Irã", afirmou Shoshani, reforçando a negação de envolvimento direto no episódio.

Resposta do Comando Central dos Estados Unidos

Por sua vez, o Comando Central dos Estados Unidos, conhecido como Centcom, emitiu uma declaração à CNN reconhecendo estar ciente de notícias sobre "danos a civis derivados das operações militares em curso". Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, salientou que "levamos essas notificações a sério e as estamos examinando".

Hawkins ainda enfatizou que "a proteção de civis é de máxima importância e continuaremos a tomar todas as precauções para reduzir ao mínimo o risco de danos involuntários". Esta declaração reflete a complexidade e a gravidade das operações militares na região, que frequentemente resultam em consequências trágicas para populações não combatentes.

Contexto do conflito e implicações internacionais

O ataque à escola ocorre em um momento de tensão elevada entre Israel, os Estados Unidos e o Irã, com operações militares visando alvos do regime iraniano. A proximidade do colégio com uma instalação militar iraniana levanta questões sobre a precisão dos ataques e os protocolos de segurança adotados para evitar vítimas civis.

A tragédia em Minab não apenas evidencia os riscos enfrentados por civis em zonas de conflito, mas também intensifica o debate internacional sobre a responsabilidade das potências militares em garantir a segurança de instituições educacionais e outras infraestruturas civis durante operações de guerra.