Israel anuncia eliminação de comandante iraniano em ataque no Líbano
As Forças de Defesa de Israel divulgaram nesta quinta-feira (12) que eliminaram terroristas de um grupo extremista aliado do Irã durante uma operação militar no território libanês. O principal alvo neutralizado foi Ali Muslim Tabaja, comandante sênior da Divisão Imam Hossein, uma força militar iraniana que atua em coordenação com o Hezbollah.
Detalhes da operação e perfil do alvo principal
Segundo comunicado oficial divulgado nas redes sociais das Forças de Defesa israelenses, Tabaja era uma figura-chave dentro da organização terrorista Hezbollah e da divisão iraniana. "Ele atuou como comandante sênior nas operações contra o Estado de Israel. Ao longo dos anos, ocupou diversos cargos militares tanto no Hezbollah quanto na divisão, incluindo o de vice-comandante", especificou a mensagem.
Além de Tabaja, foram eliminados no mesmo ataque:
- Jihad al-Safira, vice-comandante da divisão
- Sager al-Handasa, oficial especializado em veículos aéreos não tripulados (VANTs)
- Outros comandantes seniores da organização
Ameaça de expansão territorial e escalada militar
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, fez uma declaração grave nesta quinta-feira, ameaçando "tomar territórios" no Líbano caso o Hezbollah não cesse imediatamente os ataques contra o norte de Israel. "Adverti o presidente do Líbano [Joseph Aoun] de que, se o governo libanês não souber controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte e dispare contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos", afirmou Katz em comunicado oficial.
Paralelamente, o ministro ordenou que o Exército israelense se prepare para expandir as operações militares no Líbano, onde soldados já atuam ao longo da fronteira entre os dois países. Relatos indicam acúmulo significativo de tropas e tanques de guerra israelenses na região fronteiriça.
Contexto do conflito e ações recentes
A Divisão Imam Hossein, segundo informações israelenses, é uma força militar utilizada pela Força Quds iraniana para fortalecer o eixo de influência do Irã no Oriente Médio e atuar contra alvos israelenses. "É composta por milhares de terroristas em todo o Oriente Médio e serve como um método de emprego de força, fornecendo ao Hezbollah capacidades significativas", detalhou o comunicado militar.
O grupo extremista teria sido responsável por vários ataques ao território israelense, lançados a partir do Líbano em parceria com o Hezbollah, durante as operações Roaring Lion (iniciada em 28 de fevereiro) e Northern Arrows (iniciada em setembro de 2024).
Escalação de violência e números do conflito
Israel e Hezbollah trocam ataques desde os primeiros dias da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O grupo libanês mantém aliança estratégica com o regime iraniano, o que intensifica as tensões regionais.
Desde o rompimento do cessar-fogo em 1º de maio de 2024, Israel realiza bombardeios diários contra o Líbano, com foco especial na capital Beirute. O Exército israelense afirma já ter realizado mais de 500 ataques aéreos contra alvos do Hezbollah em território libanês.
Nesta quinta-feira, as Forças de Defesa israelenses relataram que o Hezbollah disparou aproximadamente 200 mísseis contra o território israelense na noite anterior, caracterizando o episódio como o "maior bombardeio" do grupo libanês desde a retomada das hostilidades. Segundo avaliação militar israelense, apenas "dois ou três impactos diretos" foram registrados.
A situação representa uma escalada significativa no já tenso conflito fronteiriço, com ameaças de expansão territorial e aumento constante na troca de ataques entre as partes envolvidas.
