Força Aérea de Israel opera 'quase livremente' sobre Teerã após ofensiva conjunta
Em um desenvolvimento dramático no conflito internacional, a Força Aérea de Israel anunciou neste domingo, 1° de março de 2026, que está "voando quase livremente" sobre Teerã, capital do Irã. A declaração ocorre um dia após uma ofensiva militar conjunta com os Estados Unidos que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e dezenas de autoridades militares do país persa.
Domínio aéreo e mobilização militar
Um oficial da Força Aérea israelense revelou a repórteres que "o espaço aéreo iraniano está completamente dominado por aeronaves israelenses", segundo informações divulgadas pela emissora americana CNN. O militar enfatizou que "isto é apenas o começo", indicando possíveis escaladas no conflito que tem tensionado o Oriente Médio.
Paralelamente, Israel anunciou a convocação de quase 100 mil reservistas para elevar o nível de prontidão militar em várias frentes. De acordo com o jornal israelense Times of Israel, aproximadamente 50 mil já foram mobilizados, demonstrando a seriedade da situação estratégica enfrentada pelo país.
Operações militares e alvos atingidos
As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram no X, antigo Twitter, que os militares têm "operado sobre o espaço aéreo de Teerã", atacando e eliminando diversos alvos estratégicos. Entre os objetivos atingidos estão:
- Lançadores de mísseis balísticos
- Quartéis-generais militares
- Sistemas de defesa aérea iranianos
- Centros de comando do regime iraniano
Em resposta aos ataques, o Irã lançou aproximadamente 50 drones contra território israelense, que foram interceptados por caças e helicópteros de ataque da Força Aérea de Israel, conforme relatado pelas próprias FDI.
Envolvimento americano e ações navais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no mesmo dia que as forças americanas afundaram nove navios iranianos e destruíram "grande parte" do quartel-general da Marinha do Irã. Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou estar disposto a dialogar com o novo líder interino iraniano, Alireza Arafi, embora tenha criticado o tempo de resposta do governo persa.
"Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou conversar com eles. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter oferecido algo que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais", declarou o presidente americano.
Contexto histórico e reações regionais
A ofensiva israelo-americana ocorreu após o fracasso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo nuclear que controlaria o programa de enriquecimento de urânio da nação persa. Este acordo era visto como a possível última saída diplomática para evitar o conflito aberto.
Vale ressaltar que em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam bombardeado instalações nucleares e militares iranianas durante as tensões entre Tel Aviv e Teerã, estabelecendo um precedente para as ações atuais.
Após os ataques conjuntos, o Irã respondeu com uma onda sem precedentes de disparos retaliatórios por todo o Oriente Médio, visando vários países que abrigam bases militares americanas, incluindo:
- Bahrein
- Catar
- Emirados Árabes Unidos
Os ataques continuaram durante todo o fim de semana, resultando em mortes de civis, danos significativos a propriedades e a paralisação do tráfego aéreo e marítimo em toda a região, ampliando ainda mais as consequências humanitárias e econômicas do conflito.
As explosões que atingiram áreas residenciais da capital iraniana, Teerã, em meio aos ataques aéreos dos EUA e de Israel, marcam um novo capítulo nas tensões internacionais que têm preocupado observadores globais quanto à estabilidade do Oriente Médio e às possíveis ramificações geopolíticas deste confronto militar em larga escala.
