Exército de Israel inicia incursão terrestre no sul do Líbano após ataques do Hezbollah
Israel avança no Líbano após ataques do Hezbollah

Exército de Israel inicia incursão terrestre no sul do Líbano após ataques do Hezbollah

Forças israelenses avançaram em uma área fronteiriça no sul do Líbano nesta terça-feira, 3 de março de 2026, conforme informado por uma fonte militar libanesa à agência de notícias AFP. O movimento ocorreu logo após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ordenar que as tropas "avançassem e assumissem o controle de posições estratégicas adicionais" no território vizinho.

Operação militar em resposta a ataques do Hezbollah

A fonte militar, que pediu anonimato, detalhou que "tropas terrestres israelenses avançaram das planícies de Kfarkila e Khiam", regiões próximas à fronteira entre Israel e Líbano. A autoridade expressou preocupação com "a intenção de Israel de estabelecer um amplo perímetro de segurança no sul do Líbano", indicando uma escalada significativa no conflito regional.

Mais cedo, o ministro Israel Katz havia anunciado que o Exército israelense "tomará o controle" de novas posições no Líbano, após iniciar uma campanha de bombardeios contra a milícia libanesa Hezbollah, que é apoiada pelo Irã. Em comunicado, Katz afirmou: "O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos o Exército israelense a avançar e tomar o controle de posições estratégicas adicionais no Líbano, para impedir ataques contra as localidades israelenses de fronteira".

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Contexto de escalada regional

O Exército israelense confirmou a mobilização de soldados em "vários pontos" do sul do Líbano. Nadav Shoshani, porta-voz internacional das Forças Armadas, inicialmente negou se tratar de uma operação terrestre em larga escala, descrevendo-a como uma "medida tática destinada a garantir a segurança de nosso povo" para impedir ataques do Hezbollah contra civis.

As forças israelenses já mantinham militares em cinco posições consideradas estratégicas no território libanês desde o cessar-fogo de novembro de 2024, que pausou meses de combates entre Israel e o Hezbollah. No entanto, essa trégua foi colocada em xeque de forma mais decisiva desde o sábado, 28 de fevereiro, quando o Oriente Médio tornou-se palco de uma guerra aérea iniciada por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os bombardeios resultaram na morte de dezenas de oficiais iranianos de alta patente, incluindo o líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei. Em resposta, Teerã lançou bombardeios em todo o Golfo e contra Israel, ampliando o conflito.

Hezbollah continua ataques e êxodo de civis

O grupo pró-Irã Hezbollah continuou a atacar Israel nesta terça-feira, afirmando ter lançado duas salvas de mísseis durante a noite contra bases militares no norte do país vizinho. Em retaliação, as forças israelenses prosseguiram com ataques e emitiram ordens para que libaneses esvaziem vilarejos, gerando um êxodo entre as populações ao sul do rio Litani e transformando os subúrbios do sul de Beirute em cidades fantasma.

Nesta manhã, Katz reafirmou ter instruído os soldados israelenses a "manterem posição e avançarem" em áreas do sul do Líbano para impedir novos ataques do Hezbollah. Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel mantiveram seus ataques contra o Irã: as Forças Armadas americanas alegaram ter destruído instalações de comando e controle da Guarda Revolucionária Islâmica, o Exército ideológico do país. Simultaneamente, os iranianos atingiram a embaixada americana em Riad com drones, provocando um pequeno incêndio.

Conclusão

A incursão terrestre israelense no sul do Líbano marca uma nova fase no conflito regional, que rapidamente se expandiu de uma guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel para envolver múltiplas frentes no Oriente Médio. Com o Hezbollah persistindo em seus ataques e Israel assumindo posições estratégicas, a situação continua volátil, com implicações significativas para a segurança e estabilidade da região.

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