Irã rejeita negociação com Trump após ataques e mortes de líderes
O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, na rede social X, que o país não fará acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma mensagem direta, Larijani escreveu: "Não haverá negociação com os Estados Unidos", posicionando-se de forma contrária às declarações de Trump no domingo anterior, quando o líder norte-americano sugeriu que o novo governo iraniano estaria interessado em dialogar.
Acusações e críticas nas redes sociais
Além da rejeição à negociação, Larijani publicou outras mensagens na plataforma, acusando Trump de trair o lema "América Primeiro" e adotar uma postura de "Israel Primeiro". Em outra postagem, o chefe de Segurança iraniano foi ainda mais incisivo, afirmando que o presidente norte-americano "puxou toda a região para uma guerra desnecessária" e agora está preocupado com as mortes de cidadãos dos EUA. Ele destacou que é triste ver Trump sacrificar o tesouro e o sangue americano para avançar nas ambições expansionistas ilegítimas do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Contexto dos ataques e consequências
Os comentários de Larijani ocorrem em meio a um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel ao Irã, iniciado no sábado, 28 de fevereiro, que, segundo Trump, continuará até que os objetivos militares norte-americanos sejam alcançados. O presidente dos EUA também exigiu que a Guarda Revolucionária iraniana entregue suas armas, sob ameaça de "encarar a morte". Os bombardeios resultaram na morte do Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Hamenei, e do ex-presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, elevando a tensão na região.
Refinaria na Arábia Saudita é alvo de drones
Paralelamente, a refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi atingida por um ataque de drones iranianos, conforme anunciou o Ministério da Defesa do reino. As autoridades sauditas afirmaram ter abatido as aeronaves que se aproximavam do local, em um episódio que amplia o conflito e destaca a instabilidade geopolítica. Este incidente reforça as acusações de Larijani sobre uma guerra desnecessária e os riscos crescentes para a segurança regional.
Com a firme posição do Irã e as contínuas agressões militares, o cenário aponta para uma escalada prolongada, com poucas perspectivas de resolução diplomática no curto prazo. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos, enquanto as vítimas e os danos materiais aumentam a cada dia de confronto.
