Irã nega negociações com EUA sobre plano de paz de Trump, enquanto conflito prossegue
Irã nega negociações com EUA sobre plano de paz de Trump

Irã rejeita afirmações de Trump sobre negociações para fim do conflito

O embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou categoricamente nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, que não houve negociações "diretas ou indiretas" com os Estados Unidos, contradizendo publicamente as declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre conversações em andamento para tentar encerrar a guerra que assola o Oriente Médio.

Plano de paz de 15 pontos permanece em disputa

Vários meios de comunicação internacionais, incluindo o jornal New York Times e a emissora israelense Channel 12, divulgaram detalhes sobre um suposto plano de paz de 15 pontos proposto pelo governo Trump ao Irã com mediação do Paquistão. Segundo fontes não identificadas, o plano incluiria:

  • Cessar-fogo de um mês para análise das exigências
  • Cinco pontos relacionados ao programa nuclear iraniano
  • Exigência de abandono do apoio a aliados regionais como Hezbollah e Hamas
  • Garantia de abertura do Estreito de Ormuz à navegação
  • Suspensão de sanções internacionais em contrapartida

No entanto, autoridades iranianas mantêm posição firme de negar qualquer diálogo formal com Washington.

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Conflito continua com intensidade crescente

Enquanto as declarações diplomáticas se contradizem, os combates no terreno seguem sem trégua. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou novos ataques contra o norte e centro de Israel, incluindo a região de Tel Aviv, além de bases militares americanas no Kuwait, Jordânia e Bahrein.

Os serviços de emergência israelenses relataram que 12 pessoas ficaram feridas perto de Tel Aviv devido a mísseis iranianos. No Kuwait, um ataque com drones provocou incêndio em depósito de combustível no aeroporto internacional, sem vítimas registradas.

Resposta israelense e situação no Líbano

O Exército israelense respondeu com uma série de ataques "contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerã", conforme anunciou em comunicado oficial. Simultaneamente, Israel prossegue com ofensiva no Líbano, onde pelo menos nove pessoas morreram em três bombardeios no sul do país, região considerada reduto histórico do movimento Hezbollah.

Desde que o Líbano foi arrastado para o conflito regional em 2 de março, os ataques israelenses já causaram mais de mil mortes e deslocaram mais de um milhão de pessoas, segundo autoridades locais. O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, afirmou que as forças do país "manobravam no território libanês para assumir o controle de uma linha de defesa avançada".

Impacto econômico e tensão diplomática

O bloqueio do Estreito de Ormuz desde o início da guerra provocou disparada nos preços do petróleo, com cotações superando 100 dólares por barril. A Organização Marítima Internacional indicou que o Irã está flexibilizando a pressão na região, permitindo "passagem segura de navios não hostis".

Donald Trump mencionou na terça-feira "um presente muito grande", possivelmente referindo-se à reabertura parcial de Ormuz, declaração que causou queda temporária nos preços do petróleo. Entretanto, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf - citado como possível interlocutor de Washington - negou categoricamente qualquer conversação com os Estados Unidos.

A imprensa americana também reportou o envio de 3.000 soldados paraquedistas como reforço para o Oriente Médio, indicando escalada militar mesmo diante das supostas negociações de paz. Testemunhas em Teerã descrevem que "o barulho, as explosões e os mísseis já fazem parte da vida cotidiana", refletindo o impacto humano do conflito que completa seu primeiro mês.

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