Irã proclama domínio sobre estratégico Estreito de Ormuz em meio a tensões com EUA
A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um comunicado oficial nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, declarando possuir o "controle total" do Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais críticas para o comércio global de petróleo, localizada na entrada do Golfo Pérsico. A afirmação ocorre em um contexto de crescentes tensões geopolíticas na região.
Declaração do comando naval iraniano
O comandante das forças navais da Guarda Revolucionária, Mohamad Akbarzadeh, foi citado pela agência de notícias Fars ao afirmar: "Atualmente, o Estreito de Ormuz está sob o controle total da Marinha da República Islâmica". Esta declaração reforça a posição do Irã como uma potência regional determinada a exercer sua influência sobre esta via marítima estratégica, por onde passa aproximadamente um terço do petróleo transportado por mar no mundo.
Resposta americana e ameaça de escolta militar
Em resposta direta às ameaças de bloqueio por parte do Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 3 de março, que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz "se for necessário". Esta declaração sublinha a disposição dos EUA em garantir a liberdade de navegação na região, potencialmente escalando as já delicadas relações entre Washington e Teerã.
Operação militar iraniana e lançamento de mísseis
Paralelamente, a Guarda Revolucionária anunciou ter realizado a 17ª onda da operação 'Promessa Honesta-4', lançando mais de 40 mísseis contra alvos americanos e israelenses. Este ataque representa o quinto dia de represálias iranianas após os recentes ataques sofridos pelo país. Um comunicado lido na televisão estatal iraniana detalhou a ação, embora sem fornecer informações adicionais sobre os alvos específicos ou possíveis danos causados.
As declarações e ações de ambas as nações ocorrem em um cenário de elevada instabilidade no Oriente Médio, com implicações diretas para a segurança energética global e as dinâmicas de poder regional. A situação continua a ser monitorada de perto pela comunidade internacional, que teme uma escalada militar de maiores proporções.



