Irã confirma morte de líder supremo após ataques coordenados de Israel e Estados Unidos
O governo iraniano confirmou oficialmente neste domingo (1º) a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país há quase quatro décadas. A notícia foi anunciada horas após Israel ter realizado uma nova onda de ataques contra Teerã, capital do Irã, intensificando o conflito que já deixou centenas de vítimas.
Nova ofensiva israelense e retaliação iraniana
Neste domingo pela manhã, as Forças Armadas israelenses anunciaram ter detectado mísseis lançados do Irã em direção a Israel, acionando sirenes de ataque aéreo em várias áreas do país, incluindo Jerusalém. A Força Aérea israelense está operando para interceptar as ameaças, segundo comunicado oficial do Exército.
Horas antes, no final da noite de sábado (28), a agência estatal iraniana Fars confirmou através do Telegram que "o líder supremo da Revolução foi martirizado" durante os ataques. O apresentador da TV estatal iraniana fez o anúncio emocionado, enquanto em algumas cidades do país a notícia era celebrada nas ruas.
Detalhes da morte de Khamenei e reações oficiais
Segundo a agência Fars, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã de sábado, refutando alegações anteriores de que vivia em local seguro por medo de assassinato. O gabinete do governo iraniano, presidido por Masoud Pezeshkian, declarou:
- 40 dias de luto nacional
- 7 dias de feriado geral
Em nota oficial, o governo classificou o episódio como "um crime que marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo", atribuindo a responsabilidade ao "governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista".
Declarações de líderes internacionais
O presidente norte-americano Donald Trump havia anunciado mais cedo a morte de Khamenei, afirmando em suas redes sociais que "não havia nada" que o líder supremo pudesse fazer para escapar dos sistemas de inteligência dos EUA em parceria com Israel. Trump descreveu Khamenei como "uma das pessoas mais malignas da História" e prometeu continuar os bombardeios para alcançar "paz no Oriente Médio e no mundo".
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou haver indícios da morte de Khamenei após forças israelenses destruírem um complexo usado pelo líder supremo. Netanyahu fez apelo direto à população iraniana: "Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração".
Balanço dos ataques e consequências regionais
Os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã na manhã de sábado resultaram em:
- 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base no Crescente Vermelho
- Explosões em Teerã e diversas outras cidades iranianas
- Morte do ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour
- Fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo
Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, embora os EUA tenham informado danos "mínimos" e nenhum militar ferido.
Expansão do conflito para outros países
A retaliação iraniana se estendeu por toda a região:
- Explosões foram ouvidas em Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos
- Prédios residenciais foram atingidos no Bahrein
- Emirados Árabes interceptaram mísseis iranianos, com uma morte em Abu Dhabi
- 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio
Netanyahu declarou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários do programa nuclear iraniano, prometendo atacar "milhares de alvos" nos próximos dias. As Guardas Revolucionárias do Irã, por sua vez, afirmaram que continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o legado de Khamenei.



