Irã ataca porta-aviões dos EUA e confirma morte de líder supremo em escalada bélica
Irã ataca porta-aviões dos EUA e confirma morte de Khamenei

Irã ataca porta-aviões norte-americano e confirma morte de líder supremo em meio a escalada bélica

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou neste domingo (1º) o lançamento de quatro mísseis balísticos contra o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, segundo informações divulgadas por agências de notícias estatais iranianas. O comunicado afirma que a embarcação militar foi atingida durante a operação, embora o Exército dos Estados Unidos ainda não tenha se manifestado publicamente sobre o ataque até o momento da última atualização desta reportagem.

Detalhes do ataque ao porta-aviões

De acordo com a agência estatal Irib, que citou a assessoria de imprensa da Guarda Revolucionária iraniana, "o porta-aviões Abraham Lincoln do Exército dos EUA foi alvo de quatro mísseis balísticos" e teria sido efetivamente atingido. O USS Abraham Lincoln é um dos maiores navios de guerra do mundo, em operação desde 1989, com capacidade para transportar aproximadamente 90 jatos de guerra, incluindo esquadrões de caças F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet, além de aviões de monitoramento e helicópteros.

O porta-aviões pode levar até 5.500 tripulantes e está equipado com lançadores de mísseis e metralhadoras para defesa aérea, sendo considerado um símbolo significativo do poder militar norte-americano. O Irã não especificou qual tipo de míssil foi utilizado no ataque, que ocorreu enquanto a embarcação transitava pelo estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, que foi fechado por motivos de segurança após os recentes eventos.

Confirmação da morte do líder supremo iraniano

Em um desenvolvimento paralelo e igualmente grave, a mídia estatal iraniana confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país por quase quatro décadas. A agência estatal Fars anunciou em seu perfil no Telegram que "o líder supremo da Revolução foi martirizado", atribuindo a morte a um bombardeio conduzido pelos Estados Unidos e por Israel. O governo do Irã, sob a presidência de Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.

Em nota oficial, o gabinete iraniano classificou o episódio como um "crime" que "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo". A agência estatal relatou que Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã de sábado, desmentindo alegações anteriores de que ele vivia em um local seguro e escondido por medo de assassinato.

Retaliações e ataques em toda a região

Os novos ataques iranianos ocorrem horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado "atingir o Irã com força nunca vista antes" caso o país voltasse a retaliar os ataques norte-americanos e israelenses. O Irã respondeu com uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, conforme comunicado da Força Aérea do Exército da República Islâmica do Irã, compartilhado pela agência Irib.

Os ataques resultaram em vítimas em vários países:

  • Três pessoas morreram e 58 ficaram feridas nos Emirados Árabes Unidos, que relataram interceptar 167 mísseis iranianos e 541 drones de ataque desde sábado.
  • Quatro pessoas morreram e oito ficaram feridas em um ataque a uma base militar no Iraque.
  • Uma morte e 32 feridos foram registrados no Kuwait.
  • Dezesseis feridos foram contabilizados no Catar.

Explosões foram relatadas em Abu Dhabi, Dubai, Doha e Manama, com sistemas de defesa antimísseis sendo acionados por Israel e países do Golfo. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido e que os danos às bases foram "mínimos".

Contexto do conflito e reações internacionais

Os ataques de sábado, conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, deixaram 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base no Crescente Vermelho. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano, prometendo atacar "milhares de alvos" nos próximos dias.

Netanyahu fez um apelo direto à população iraniana para que se levante contra o regime, declarando: "Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração". Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas, e atacou bases norte-americanas em vários países da região.

Donald Trump, em publicação na Truth Social, celebrou a morte de Khamenei, descrevendo-o como "uma das pessoas mais malignas da História" e afirmando que os bombardeios continuarão para alcançar "paz no Oriente Médio e no mundo". Ele expressou esperança de que integrantes da Guarda Revolucionária e forças de segurança iranianas se unam à população para "devolver grandeza" ao país.

Esta escalada bélica representa um dos momentos mais tensos nas relações internacionais recentes, com implicações significativas para a estabilidade regional e a segurança global. A situação continua em desenvolvimento, com autoridades monitorando de perto os desdobramentos no conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.