Irã afirma ter atingido porta-aviões americano Abraham Lincoln no Golfo Pérsico
Irã ataca porta-aviões americano Abraham Lincoln no Golfo Pérsico

Irã anuncia ataque a porta-aviões americano no Golfo Pérsico após morte de líder supremo

A Guarda Revolucionária Islâmica, força militar ideológica do Irã, declarou neste domingo, 1º de março de 2026, ter realizado um ataque contra o porta-aviões que comanda a frota naval dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. A ação ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, em uma operação militar conjunta entre forças americanas e israelenses.

Detalhes do ataque anunciado pelas autoridades iranianas

Em comunicado divulgado pela mídia local, a Guarda Revolucionária afirmou que o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos. A mensagem oficial alertou que "terra e mar se tornarão cada vez mais o cemitério de agressores terroristas", demonstrando a postura de confronto adotada pelo regime.

O USS Abraham Lincoln é considerado pela Marinha dos Estados Unidos como o maior navio de guerra do mundo, pertencente à classe Nimitz com impressionantes 333 metros de comprimento. Esta embarcação colossal possui capacidade para transportar aproximadamente 100 mil toneladas de equipamentos, incluindo:

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  • 65 aeronaves de combate e apoio
  • Múltiplos sistemas de lançamento de mísseis
  • Equipamentos de guerra eletrônica
  • Sistemas defensivos avançados

Contexto geopolítico e deslocamento da frota americana

O porta-aviões havia sido enviado ao Golfo Pérsico no final de janeiro de 2026, após permanecer alguns meses no Mar do Caribe, onde participou de operações de cerco contra a Venezuela antes da captura do ditador deposto Nicolás Maduro. Segundo o então presidente americano Donald Trump, a formação naval foi deslocada para a região "por precaução" devido às tensões provocadas pela violenta repressão do Irã contra manifestantes no início do ano.

A presença da frota serviu como instrumento de pressão sobre o regime dos aiatolás durante as negociações por um acordo nuclear. O fracasso dessas conversações, conforme argumentou o ocupante do Salão Oval na época, justificou a ação militar subsequente que resultou na morte de Khamenei.

Promessas de vingança e medidas oficiais do Irã

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou mais cedo no mesmo domingo que é "dever e direito legítimo vingar os perpetradores e mentores" do assassinato de Khamenei. Paralelamente, a Guarda Revolucionária prometeu a ofensiva "mais feroz da história" contra Israel e Estados Unidos.

Em mensagem publicada no Telegram, a força militar escreveu: "A operação ofensiva mais feroz da história das Forças Armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas", garantindo uma "punição severa" aos "assassinos" do líder supremo.

O comunicado oficial condenou ainda "os atos criminosos e terroristas cometidos pelos governos malignos dos Estados Unidos e do regime sionista", acrescentando que "a mão vingativa da nação iraniana não os deixará em paz até ter infligido aos assassinos do imã da Umma uma punição severa e decisiva que eles lamentarão".

Período de luto e reações institucionais

A República Islâmica decretou oficialmente um período de luto de 40 dias e sete dias festivos após a morte de Ali Khamenei, aos 86 anos. O líder espiritual estava no poder desde 1989, marcando mais de três décadas de influência sobre os destinos do país. A televisão estatal iraniana divulgou amplamente as medidas, reforçando o caráter institucional da resposta ao ocorrido.

Este episódio representa um dos momentos de maior tensão nas relações entre Irã e Estados Unidos na região do Oriente Médio, com potencial para desencadear consequências geopolíticas significativas. A afirmação do ataque ao maior símbolo do poder naval americano na área acentua as hostilidades em um cenário já marcado por conflitos históricos e disputas de influência.

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