Conflito no Oriente Médio atinge 12º dia com intensificação de ataques no Golfo Pérsico
O conflito no Oriente Médio entrou em seu 12º dia com alta intensidade, marcado por ações militares do Irã que visam reafirmar seu controle sobre o estratégico estreito de Hormuz. Nesta quarta-feira (11), navios mercantes foram atacados no Golfo Pérsico, gerando alertas sobre a segurança regional e os preços do petróleo.
Irã ameaça com petróleo a US$ 200 o barril e intensifica militarização
O porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, declarou: "Se preparem para o petróleo a US$ 200 o barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram". O barril Brent, referencial global, flutua acima de US$ 90, após ter atingido quase US$ 120 recentemente. O Irã militarizou o estreito de Hormuz, distribuindo pelo menos 16 bases em sua costa norte e ilhas, enquanto os Estados Unidos atacaram ao menos 10 desses pontos, conforme imagens de satélite.
Ataques a navios e instabilidade no comércio de energia
Nesta quarta, um cargueiro de bandeira tailandesa foi atingido e teve de ser evacuado devido a um incêndio a bordo perto de Omã, que também registrou um ataque com drone Shahed-136 a tanques de combustível. Outros dois incidentes, menos graves, levaram navios a portos dos Emirados Árabes Unidos. Além disso, dois petroleiros carregando óleo do Iraque foram alvejados e pegaram fogo, resultando na retirada de cerca de 25 tripulantes. Os Emirados são o país mais atingido em volume de ataques iranianos na guerra.
Respostas militares e impactos regionais
Os Estados Unidos anunciaram ter afundado 16 navios lançadores de minas marítimas na região, com o objetivo de impedir operações enquanto a Marinha iraniana está inutilizada. Relatos militares indicam que ao menos 12 minas foram espalhadas. A Arábia Saudita expressa preocupação, já que 90% de sua produção petrolífera é escoada por Hormuz, e a estatal Saudi Aramco alerta que o prolongamento do conflito pode levar a uma "tragédia".
Escalação de violência e danos civis
A madrugada e manhã desta quarta foram violentas, com os EUA promovendo diversos ataques, incluindo bombardeiros B-1B da base de Fairford, na Inglaterra, mirando infraestrutura de mísseis balísticos do Irã. O governo iraniano relata mais de 1.300 mortos, e o Crescente Vermelho informa que 19.734 edifícios civis foram danificados, incluindo 77 centros médicos e 65 escolas. Israel realizou novos ataques a Teerã e posições do Hezbollah em Beirute, com o grupo libanês respondendo com cerca de cem foguetes contra Haifa, no norte israelense.
Implicações globais e pressões econômicas
O estreito de Hormuz é uma rota crítica, por onde passam normalmente 20% do petróleo e gás natural liquefeito do planeta, levando a variações brutais nos preços das commodities. A China, que comprou quase 15% de seu petróleo do Irã em 2025 a preços com desconto, poderia ser impactada pela destruição de terminais de escoamento. Os EUA e Israel mantêm pressão militar, enquanto o Irã muda o foco para causar caos no setor energético, incapaz de derrotar as forças mobilizadas contra si.
