Goianos presos no Oriente Médio relatam medo e tensão durante ataques no conflito
Goianos presos no Oriente Médio temem ataques em conflito

Goianos enfrentam terror no Oriente Médio durante escalada de conflito internacional

Uma chef de cozinha goiana e outros conterrâneos estão vivendo momentos de intenso medo e apreensão no Oriente Médio, especialmente no Bahrein e em Dubai, desde que o conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã se intensificou dramaticamente. Os relatos são de pavor genuíno diante dos ataques com mísseis que têm atingido a região, colocando vidas em risco e causando transtornos significativos.

Chef goiana descreve impacto aterrador de bombas no Bahrein

Há três anos, Kalie Duarte deixou Goiânia para construir uma nova vida no Bahrein, onde trabalha em uma churrascaria. A tranquilidade que buscava foi substituída por um cenário de terror quando mísseis começaram a cair perto de seu local de trabalho. Em entrevista exclusiva à TV Anhanguera, Kalie revelou que um dos projéteis impactou a apenas três quadras de distância, causando uma experiência física aterradora.

"O impacto foi muito forte no nosso corpo, aquele baque das bombas...", descreveu emocionada. Ela reside em Juffair, um distrito da capital Manama que abriga uma importante base da marinha norte-americana, tornando-se assim um alvo potencial nos contra-ataques.

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Ministério do Bahrein confirma ataques a prédios residenciais

O Ministério do Interior do Bahrein emitiu uma nota oficial confirmando que vários edifícios residenciais na capital foram efetivamente alvo de ataques no último sábado, dia 28. Esta informação oficial corrobora os relatos angustiantes dos brasileiros que se encontram na região, destacando a gravidade da situação de segurança.

Outros goianos também enfrentam situações críticas na região

A tensão se estende a outros países do Oriente Médio que possuem bases militares dos Estados Unidos, alvos preferenciais dos contra-ataques iranianos. Em Dubai, o servidor público Vinicius Artiaga, que estava de férias, viu seu retorno ao Brasil ser abruptamente interrompido.

"Após já ter despachado as minhas malas, nós tivemos a notícia que havia o fechamento do espaço aéreo nos Emirados, em razão de possíveis ataques", contou. Ele foi obrigado a deixar o aeroporto quando a polícia evacuou completamente o terminal por questões de segurança.

Empresária relata paralisia durante explosões em Dubai

A empresária Nayara Araújo, natural de Goiânia e atualmente no Oriente Médio a trabalho, descreveu com detalhes assustadores o som dos mísseis sendo interceptados durante os contra-ataques. "As explosões que a gente escuta são dessas interceptações, que aí faz 'bum' e meio que dá uma tremidinha", narrou.

O momento mais crítico, segundo ela, foi quando as primeiras explosões soaram: "Quando a gente começou a ouvir as primeiras explosões, minhas pernas paralisaram, eu tentava mandar mensagem para o meu irmão falando: 'Cuida do meu filho'". Seu relato ilustra o nível de desespero e preocupação com familiares distantes.

Contexto do conflito internacional

Os ataques iniciados por Israel e Estados Unidos contra o Irã no último sábado materializaram ameaças que vinham sendo feitas publicamente, resultando na morte de figuras importantes do governo iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra território israelense e bases militares norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio, explicando a situação de perigo vivida pelos goianos.

Governo de Goiás mobilizado para auxiliar cidadãos

O Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, vinculado à Secretaria-Geral de Governo, informou que já recebeu pedidos de informações para três turistas goianos que estão nos Emirados Árabes Unidos. Os familiares, residentes em Goiânia, buscaram orientação sobre o plantão consular local enquanto aguardam a liberação das companhias aéreas para o reembarque e retorno seguro ao Brasil.

A situação permanece incerta e preocupante, com os goianos presos no Oriente Médio dependendo da evolução do conflito internacional e das decisões das autoridades de aviação para poderem finalmente retornar à segurança de seu país natal.

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