Secretário de Guerra dos EUA detalha objetivos e Trump promete nova onda de ataques ao Irã
EUA detalham objetivos na guerra contra o Irã e Trump promete mais ataques

Secretário de Guerra dos EUA esclarece objetivos e Trump anuncia escalada no conflito com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, que o país prepara uma nova onda de ataques ao Irã, ainda mais intensa do que as realizadas até o momento no conflito armado. Em entrevista à CNN Internacional, Trump foi enfático ao afirmar que "uma grande onda (de ataques) ainda está por vir na guerra com o Irã", sinalizando uma escalada nas operações militares.

Hegseth define metas claras e descarta guerra interminável

Também nesta segunda-feira, o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, realizou uma coletiva de imprensa onde estabeleceu os objetivos estratégicos dos Estados Unidos no conflito. Hegseth afirmou que a guerra "não será eterna" e tem como propósito principal destruir os programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã, além de neutralizar sua Marinha.

"Às organizações de mídia e à esquerda política que gritam ‘guerra sem fim’, parem. Isto não é o Iraque. Isto não é interminável, nossa geração sabe melhor, e Trump também. Esta operação tem uma missão clara, devastadora e decisiva", declarou Hegseth, acrescentando: "O Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação".

Esta foi a primeira vez que uma autoridade norte-americana delineou de maneira tão explícita os objetivos do país no conflito, que até então eram justificados por argumentos genéricos como a defesa do povo americano.

Acusações e exclusão de tropas terrestres

O secretário de Guerra acusou o Irã de planejar uma "chantagem nuclear" contra o mundo e enfatizou que, embora os EUA não tenham iniciado a guerra, a administração Trump está determinada a encerrá-la. "As persistentes ambições nucleares do Irã, seus ataques a rotas globais de navegação e seu crescente arsenal de mísseis balísticos e drones letais não são mais riscos toleráveis", afirmou.

Hegseth também deixou claro que os Estados Unidos não enviarão tropas terrestres para o Irã, e que a duração do conflito será decidida pessoalmente pelo presidente Donald Trump. Ele mencionou ainda que o regime iraniano "teve todas as chances" para um acordo nuclear, e que a guerra não visa mudança de regime, embora tenha comentado que o assassinato do líder supremo Ali Khamenei já alterou o cenário político.

Detalhes operacionais e cronologia dos ataques

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, acompanhou Hegseth na coletiva e forneceu detalhes sobre a operação militar. Caine descreveu o ataque como pautado na "velocidade, surpresa e violência", utilizando mísseis Tomahawk de alta precisão que deixaram o regime iraniano "sem a habilidade para enxergar ou reagir adequadamente".

Ele apresentou uma linha do tempo dos eventos:

  • Sexta-feira, 27 de fevereiro, 13h38 (horário de Brasília): Trump autorizou a "Operação Fúria Épica" por comunicado;
  • Sexta-feira, 27 de fevereiro, 23h15: Início da operação, com mais de 100 aeronaves e lançamento de mísseis contra mais de mil alvos iranianos nas primeiras 24 horas.

Caine afirmou que o ataque foi sincronizado em múltiplos domínios — ar, mar, terra e cibernético — e focou em infraestrutura de comando, forças navais e instalações de mísseis. Ele alertou que o conflito ainda deve durar algum tempo e pode resultar em mais baixas entre soldados norte-americanos.

Contexto do conflito e balanço de vítimas

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã foi deflagrada após um grande ataque conjunto na manhã de sábado, 28 de fevereiro. Explosões em Teerã e outras cidades iranianas resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei e de outros altos funcionários. Segundo o Crescente Vermelho do Irã, 555 pessoas já morreram desde o início dos bombardeios.

Em resposta, o Irã disparou mísseis contra território israelense e bases militares norte-americanas no Oriente Médio, com trocas de ataques diárias desde então. Os EUA confirmaram a morte de três militares, e Trump prometeu vingança, declarando: "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos".

O general Caine reforçou que os objetivos incluem proteger os EUA e impedir que o Irã projete seu poder, enquanto Hegseth ressaltou que a operação marca um ponto de virada após anos de planejamento contra as capacidades militares iranianas.