EUA apresentam plano de 15 pontos ao Irã para encerrar conflito, com exigências nucleares
EUA apresentam plano de 15 pontos ao Irã para encerrar conflito

EUA apresentam plano abrangente ao Irã para encerrar conflito com exigências nucleares e de segurança

Os Estados Unidos apresentaram formalmente ao governo iraniano um plano detalhado com 15 pontos estratégicos visando encerrar o conflito em curso, conforme divulgado por veículos de comunicação como o New York Times e o canal israelense Channel 12. A proposta, transmitida através do Paquistão devido às suas relações diplomáticas com ambas as nações, estabelece uma série de exigências rigorosas e contrapartidas significativas.

Detalhes do plano americano e exigências centrais

Segundo informações apuradas pelo Channel 12, os negociadores americanos, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump, sugerem inicialmente um cessar-fogo de um mês. Durante este período, o Irã teria a oportunidade de avaliar minuciosamente os termos apresentados, que abordam questões críticas do programa nuclear e da segurança regional.

Os primeiros pontos do documento focam diretamente no programa nuclear iraniano, exigindo:

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  • Renúncia formal e irrevogável ao desenvolvimento de armas nucleares.
  • Entrega completa de todo o urânio enriquecido em uma data previamente acordada.
  • Desmantelamento de instalações nucleares consideradas estratégicas para fins militares.

Além disso, o plano impõe que o Irã interrompa todo o apoio a grupos armados na região, como Hezbollah e Hamas, e estabelece limites rigorosos sobre a quantidade e o alcance de mísseis em seu arsenal. Um aspecto crucial é a garantia de que o Estreito de Ormuz, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial, permaneça aberto à navegação internacional sem restrições.

Contrapartidas e reações internacionais

Em troca do cumprimento dessas exigências, a proposta americana prevê o fim das sanções internacionais contra o Irã e oferece apoio ao desenvolvimento de seu programa nuclear exclusivamente para fins civis. É importante destacar que o plano não menciona qualquer mudança de regime no país, que tem sido alvo de ataques militares coordenados por Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro.

Paralelamente, a Organização Marítima Internacional recebeu garantias formais do governo iraniano de que embarcações "não hostis" poderão atravessar o Estreito de Ormuz com segurança, desde que respeitem integralmente as normas de segurança vigentes e não participem em atos de agressão contra o Irã.

Contexto do conflito e pressão chinesa por paz

O conflito teve início após uma série de ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra território iraniano, justificados pela estagnação nas negociações sobre o programa nuclear de Teerã. Em resposta, o Irã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ofensivas contra Israel, bases americanas e infraestruturas em diversos países do Oriente Médio.

O número de vítimas permanece em disputa: autoridades iranianas relatam mais de 1.300 mortos, enquanto a organização HRANA estima que o total ultrapasse 3.200, incluindo civis, militares e indivíduos não identificados.

Neste cenário, a China emerge como um ator crucial, pressionando fortemente por uma solução pacífica. Em uma ligação com o chanceler iraniano, Wang Yi defendeu negociações urgentes, criticou o uso da força e reforçou o apoio à soberania dos países. Pequim também alertou para os riscos ao comércio global, especialmente no Estreito de Ormuz, e pediu um cessar-fogo imediato.

A Casa Branca e o Departamento de Estado norte-americanos ainda não confirmaram oficialmente o conteúdo das propostas, mantendo um silêncio estratégico sobre os detalhes do plano.

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