Brasileira em Israel relata terror durante ataques iranianos e corrida para bunkers
Brasileira em Israel relata terror durante ataques do Irã

Brasileira em Israel narra momentos de terror durante retaliação iraniana

Em meio a uma escalada de tensões no conflito internacional, moradores de Tel Aviv, em Israel, enfrentaram momentos de extrema angústia, medo e desespero após a retaliação do Irã aos ataques que atingiram o país. A situação levou civis a uma corrida às pressas para buscar abrigo em bunkers antibombas, com vidas ameaçadas pelo risco iminente de mísseis balísticos.

Alerta com apenas um minuto e meio para reagir

Entre os que vivenciaram o terror está a brasileira-israelense Rachel Safidie, de 22 anos, que vive há oito anos em Israel e já serviu como sargento do Exército israelense. Ela descreve um sistema de alerta governamental que envia notificações em múltiplos idiomas – hebraico, inglês, árabe e russo – avisando sobre a possibilidade de mísseis em poucos minutos. "Poucos minutos depois vem a sirene de que você precisa chegar antes de você escutar o 'boom', que é ou a interceptação no ar ou é que realmente atingiu um local", relata Rachel, destacando a urgência da situação.

Segundo ela, ao soar das sirenes, a população tem cerca de um minuto e meio para alcançar o abrigo antibombas mais próximo, um tempo crítico que exige reações rápidas e decisivas. "Estou aqui há oito anos e eu nunca corri tanto para um abrigo quanto corri hoje", afirma a jovem, ilustrando a gravidade sem precedentes dos ataques recentes.

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Condições precárias em bunker superlotado

Rachel mostrou o bunker onde se refugiou, um espaço antigo de quase 250 metros quadrados que abriga cerca de 40 pessoas em condições de tensão e improviso. O ambiente é descrito como caótico, com crianças chorando, cachorros e muita gente amontoada. "É tudo muito sujo. Tiveram que tirar baratas daqui hoje de manhã", conta ela, revelando a falta de infraestrutura adequada.

A estrutura básica de emergência inclui uma janela pequena com concreto reforçado e uma escada, projetada para permitir resgate em caso de soterramento. No entanto, o espaço é considerado velho e inadequado para longos períodos de confinamento, refletindo os desafios enfrentados pelos civis em zonas de conflito.

Fuga para locais subterrâneos se torna rotina

Com o aumento dos ataques, muitos moradores passaram a adotar medidas drásticas para garantir sua segurança. Rachel relata que famílias inteiras estão dormindo em locais subterrâneos, como estações de trem e estacionamentos com vários subsolos. "Tem gente indo ficar nos trens embaixo da terra, em estacionamentos com vários subsolos. Famílias inteiras estão dormindo dentro dos carros", descreve ela, evidenciando o deslocamento forçado e a busca por qualquer refúgio disponível.

Algumas crianças, em particular, ficam assustadas com os alarmes constantes, agravando o trauma psicológico em meio ao conflito. Rachel também gravou imagens do bunker, respeitando a privacidade dos outros abrigados, mas documentando a realidade crua da vida sob ameaça.

Este relato pessoal da brasileira-israelense oferece um vislumbre vívido dos horrores da guerra, destacando a resiliência dos civis enquanto enfrentam incertezas e perigos diários. A situação em Israel continua tensa, com a população permanecendo em alerta máximo contra possíveis novos ataques.

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