Rússia bombardeia áreas residenciais e deixa doze mortos no leste da Ucrânia
Entre as regiões atacadas está Kharkiv, uma das maiores cidades ucranianas, na fronteira entre os dois países beligerantes. Por Bruno Caniato.
Prédio residencial em Kharkiv, na Ucrânia, atingido por um bombardeio da Rússia na madrugada de sábado, 7 (Sergey Bobok/AFP).
Doze pessoas morreram na madrugada deste sábado, 7, na Ucrânia, após a Rússia disparar uma nova rodada de bombardeios com mísseis e drones contra regiões no leste do país. O ataque mais grave ocorreu contra uma área residencial em Kharkiv, segunda cidade mais populosa da Ucrânia, localizada a poucos quilômetros da fronteira com a Rússia.
Destruição em Kharkiv e outras regiões
Um míssil reduziu a ruínas um prédio de apartamentos de cinco andares, deixando dez pessoas mortas, incluindo uma professora do ensino fundamental e o filho dela. Equipes de resgate ainda buscam por mais vítimas sob os escombros, em uma operação que mobiliza dezenas de profissionais e voluntários.
Além do bombardeio de Kharkiv, ataques com drones deixaram uma pessoa morta na região de Sumy, também perto da fronteira entre os países beligerantes, e outro cidadão ucraniano morreu em Dnipropetrovsky, quarta maior cidade do país. Os ataques causaram danos significativos à infraestrutura civil, com relatos de cortes de energia e água em várias áreas afetadas.
Resposta do governo ucraniano
Pelas redes sociais, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques ao longo da madrugada envolveram 29 mísseis e 480 drones disparados pela Rússia contra território ucraniano. Ele condenou a ação como um ato de terrorismo e pediu apoio internacional para fortalecer as defesas aéreas do país.
Os ataques ocorreram um dia após os dois países concluírem uma troca de quinhentos prisioneiros de guerra, incluindo dois civis ucranianos, mediada pelos Estados Unidos e pelos Emirados Árabes Unidos. Especialistas apontam que o bombardeio pode ser uma retaliação ou uma tentativa de pressionar as negociações em meio ao conflito prolongado.
Com informações da Agência France-Presse (AFP).
