Ataque russo com 700 drones e mísseis deixa 16 mortos e mais de 100 feridos na Ucrânia
Ataque russo com drones e mísseis mata 16 na Ucrânia

Ataque russo com 700 drones e mísseis deixa 16 mortos e mais de 100 feridos na Ucrânia

A Ucrânia foi alvo de uma série de ataques aéreos russos mortais durante a noite, resultando em pelo menos 16 mortos e mais de 100 feridos em várias cidades, incluindo Kiev e Odessa. As autoridades ucranianas confirmaram que os bombardeios, que estão entre os mais letais das últimas semanas, ocorreram enquanto as negociações para encerrar a guerra de mais de quatro anos permanecem completamente estagnadas.

Ofensiva aérea intensificada

Desde o início do conflito, há quatro anos, o Exército russo ataca quase todas as noites o território ucraniano com mísseis e centenas de drones. Recentemente, as forças de Moscou intensificaram os bombardeios aéreos diurnos, elevando a pressão sobre a população civil. Nas últimas 24 horas, a Rússia lançou impressionantes 659 drones e 44 mísseis, segundo a Força Aérea ucraniana, que afirmou ter interceptado 636 drones e 31 mísseis.

Balanço trágico nas principais cidades

Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko informou que quatro pessoas morreram, incluindo uma criança de apenas 12 anos, e 45 moradores ficaram feridos, entre eles vários profissionais da área da saúde. No mesmo distrito, um drone colidiu contra um prédio de 18 andares, causando destruição significativa. A cidade portuária de Odessa foi alvo de várias ondas de ataques com mísseis e drones durante a noite, resultando em pelo menos nove mortes, conforme relatou o comandante da administração militar local, Sergui Lisak.

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Na região de Dnipropetrovsk, o comandante Oleksandr Ganzha comunicou que três pessoas morreram em um ataque russo. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, denunciou veementemente o que chamou de "um novo ataque atroz contra civis", escrevendo na rede social X que "a guerra de agressão executada pela Rússia contra a Ucrânia fracassou e, por isso, o país escolhe aterrorizar deliberadamente os civis".

Consequências humanitárias devastadoras

Dezenas de milhares de civis morreram na Ucrânia desde a invasão russa de fevereiro de 2022. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) verificou pelo menos 15.364 mortes e mais de 42 mil feridos, números que a própria entidade considera subestimados devido às dificuldades de acesso e verificação em zonas de conflito.

Do lado russo, nesta quinta-feira, uma adolescente de 14 anos e uma jovem morreram em um ataque noturno com drones ucranianos contra a cidade portuária de Tuapse, às margens do Mar Negro, anunciou o governador regional Veniamin Kondratiev. O Ministério da Defesa russo informou que os sistemas de defesa antiaérea interceptaram e destruíram 207 drones ucranianos durante a noite.

Negociações de paz travadas e sanções reativadas

As negociações sob mediação de Washington não conseguiram aproximar as partes beligerantes de um acordo e o processo está paralisado há várias semanas, desde o início dos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã no fim de fevereiro. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou na quarta-feira, 15 de abril, que o país não prolongará a suspensão das sanções sobre o petróleo russo armazenado no mar, uma medida adotada para mitigar o impacto do aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra no Oriente Médio.

Nesta quinta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia não merece "qualquer retirada de sanções", escrevendo no Facebook que "Moscou aposta na guerra", enquanto as negociações entre os dois países para encerrar o conflito estão paralisadas.

Zelensky busca fortalecer alianças europeias

Paralelamente, Zelensky tenta reforçar suas alianças, em especial com os países europeus. Na quarta-feira, o líder ucraniano anunciou, ao lado da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o reforço da cooperação entre os dois países na área de defesa, em particular na produção de drones. No dia anterior, ele divulgou uma parceria estratégica de defesa e drones com a Alemanha e reforçou a cooperação nas mesmas áreas com a Noruega.

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"Precisamos de mísseis de defesa antiaérea, porque os russos continuam seus ataques diários contra nossas cidades", escreveu o presidente da Ucrânia na quarta-feira no X, destacando a urgência de apoio militar contínuo para proteger a população civil e a infraestrutura do país.