EUA eliminam líder do Estado Islâmico na Síria em ataque de retaliação
Ataque dos EUA mata líder do EI após morte de americanos

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou a eliminação de um importante líder do Estado Islâmico em um ataque aéreo realizado no noroeste da Síria. A operação, executada na sexta-feira, faz parte de uma série de ofensivas de retaliação iniciadas após a morte de cidadãos norte-americanos em ataques terroristas.

Alvo de alta periculosidade neutralizado

O alvo foi identificado como Bilal Hasan al-Jasim, descrito pelo CENTCOM como um "líder terrorista experiente" diretamente envolvido no planejamento de ataques. Segundo o comunicado oficial, ele estava ligado ao atirador do Estado Islâmico responsável por um ataque no mês passado em Palmira, na Síria, que resultou em mortes e ferimentos entre militares norte-americanos e sírios.

O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, foi enfático ao comentar a ação. Ele afirmou que a morte do terrorista demonstra a "determinação" dos Estados Unidos em perseguir todos aqueles que atacam suas forças. "Não existe lugar seguro para aqueles que executam, planejam ou inspiram ataques contra cidadãos norte-americanos e nossos combatentes. Nós os encontraremos", declarou Cooper.

Operação Hawkeye Strike amplia ofensiva

Este ataque específico está inserido no contexto mais amplo da Operação Hawkeye Strike. Sob esta campanha, forças dos Estados Unidos e seus aliados já atingiram mais de 100 alvos relacionados à infraestrutura e ao armamento do Estado Islâmico em território sírio. Para isso, utilizaram mais de 200 munições de precisão.

Os resultados da operação, conforme divulgados pelo comando americano, são significativos. Mais de 300 operativos do EI foram capturados e mais de 20 foram mortos em diversas ações realizadas na Síria ao longo do último ano. O objetivo declarado é eliminar terroristas que representam uma "ameaça direta" tanto para os Estados Unidos quanto para a segurança regional.

Contexto de retaliação e expansão de ações

A motivação imediata para esta nova fase de operações foi um trágico incidente ocorrido em 13 de dezembro do ano passado. Na ocasião, três cidadãos norte-americanos morreram e outros três ficaram feridos quando um atirador solitário do Estado Islâmico invadiu uma reunião entre soldados e líderes locais. O atirador foi posteriormente morto.

Há uma semana, o CENTCOM já havia anunciado uma segunda rodada de bombardeios contra "múltiplos alvos" do grupo terrorista, em retaliação direta a essas mortes. A estratégia militar norte-americana na região tem se intensificado.

Vale destacar que, desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca há quase um ano, os Estados Unidos conduziram ações militares em seis nações diferentes: Iêmen, Somália, Irã, Nigéria, Síria e Venezuela. A maioria dessas intervenções consiste em ataques aéreos com aviões ou drones contra alvos considerados estratégicos pelos planejadores em Washington.

A eliminação de Bilal Hasan al-Jasim reforça a postura de zero tolerância anunciada pela administração atual e sinaliza que as operações contra células remanescentes do Estado Islâmico continuarão a ser uma prioridade para as forças armadas dos EUA no Oriente Médio.