Aeroporto de Dubai vazio e tensão cresce com ataques do Irã no Oriente Médio
Aeroporto de Dubai vazio e tensão com ataques do Irã

Aeroporto de Dubai amanhece vazio em meio à escalada de tensão no Oriente Médio

O cenário de apreensão se intensificou nos Emirados Árabes Unidos após o Irã revidar os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel. O empresário Arthur Liu, natural de Teresina, que está em Dubai desde 18 de fevereiro, descreveu momentos de tensão vividos nos últimos dias. Os ataques iranianos atingiram não apenas território israelense e militares americanos, mas também alvos nos Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Omã, Iraque e Jordânia.

Relatos de explosões e alertas de segurança

Arthur Liu, que trabalha como nômade digital, contou que seguia sua rotina normalmente até o sábado, 28 de abril, data dos primeiros ataques. "Ouvi barulhos de explosão esses dias e os sons dos mísseis e drones sendo interceptados. Quando eles são interceptados dá um boom muito grande, e aí escutamos umas quatro ou cinco vezes por dia", relatou o jovem.

Ele afirmou ter recebido alertas no celular informando sobre os ataques e orientando a busca por abrigo. "Há dois dias nós recebemos um alerta no celular falando pra gente buscar abrigo, e aí fomos para o subsolo do hotel", explicou Arthur.

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Aeroportos fechados e cidade em ritmo incomum

Com os aeroportos fechados em toda a região do Oriente Médio, o empresário informou que seguirá nos Emirados Árabes até a estabilização da situação. A cidade de Dubai opera em um ritmo incomum, com quantidade significativamente menor de pessoas circulando nas ruas e estabelecimentos comerciais.

O empresário Fabiano Lima, natural de Picos (PI), que mora em Dubai há mais de um ano, também comentou sobre o clima de tensão. "Estamos ouvindo os mísseis passando a todo momento. As autoridades mandaram mensagem para não ficarmos perto das janelas, porque os estrondos estão quebrando vidros. Estamos muito nervosos e os aeroportos estão todos fechados", afirmou.

Tentativas de manter a calma em meio ao caos

Em outro depoimento, Fabiano Lima disse que, apesar do medo inicial, tenta manter a calma. "Estou um pouco mais tranquilo porque moro em um condomínio que tem vários mecanismos de segurança para esse tipo de situação. Mesmo em um lugar seguro, o barulho é alto e a gente sente tudo tremer. É bem complicado, mas está tudo bem", declarou.

Segundo os dois empresários brasileiros, a cidade continua funcionando, mas com características incomuns: menos pessoas nas ruas, aeroportos vazios e estabelecimentos com movimento drasticamente reduzido. A situação permanece instável enquanto as tensões geopolíticas continuam a se desenvolver na região.

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