Opositores de Lula intensificam ações judiciais após homenagem no Sambódromo
O senador Flávio Bolsonaro e o Partido Novo anunciaram nesta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, que irão mover novos processos junto ao Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As ações são motivadas pelo desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí, que homenageou extensivamente o petista durante o Carnaval do Rio de Janeiro.
Acusações de uso irregular de verbas públicas
Os opositores alegam que houve uso irregular de dinheiro público durante o desfile carnavalesco, caracterizando a homenagem como propaganda eleitoral antecipada. O anúncio ocorre menos de 24 horas após Lula comparecer pessoalmente ao Sambódromo para assistir ao desfile que celebrava sua trajetória política.
Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro foi enfático: "Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE!" O parlamentar ainda acrescentou que "além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a família".
Medidas judiciais planejadas pelos opositores
O Partido Novo informou que moverá uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral exigindo a cassação do registro de Lula e sua inelegibilidade. Segundo Eduardo Ribeiro, presidente nacional do partido, "a lei deve ser igual para todos". Esta ação específica só poderá ser protocolada quando a candidatura de Lula à reeleição for oficializada, o que deve ocorrer entre julho e agosto de 2026.
Esta não é a primeira iniciativa do Novo contra a homenagem a Lula no Carnaval. Na semana anterior, o partido já havia acionado o TSE tentando barrar o desfile da Acadêmicos de Niterói por propaganda eleitoral antecipada, mas o pedido de liminar foi rejeitado por unanimidade pelos ministros da Corte.
Conteúdo polêmico do desfile
O desfile da Acadêmicos de Niterói, primeira escola a entrar no Sambódromo na noite de sábado, dedicou-se extensamente à vida e trajetória política de Lula. A apresentação exaltou sua carreira desde os tempos de sindicalista no ABC Paulista até seus três mandatos presidenciais.
Entre os elementos mais controversos do desfile estavam:
- Um carro alegórico com um palhaço na prisão, em clara alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro
- Uma ala intitulada "Neoconservadores em Conserva" que fazia deboche dos conservadores evangélicos
- Referências explícitas à trajetória política do petista como ativista social
O deputado federal Kim Kataguiri também havia movido ação similar contra o desfile, igualmente rejeitada pelo TSE. O cenário político se aquece com essas novas investidas judiciais que prometem prolongar a polêmica gerada pela homenagem carnavalesca ao presidente.



