Senador do PL acusa desfile carnavalesco de favorecer Lula e exige sanções da Justiça Eleitoral
O senador Rogério Marinho (PL-RN), um dos coordenadores da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, utilizou a tribuna do Senado para denunciar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói como um palanque eleitoral em benefício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar exigiu punições rigorosas caso sejam confirmadas irregularidades no evento carnavalesco, que ocorreu durante os festejos de 2026.
Crítica ao suposto desequilíbrio democrático
Em nota oficial divulgada à imprensa, Marinho argumentou que a homenagem prestada a Lula durante o desfile ultrapassa todos os limites do razoável e representa uma afronta direta aos princípios democráticos. Instrumentalizar um desfile – que deveria ser espaço de manifestação artística – para promover autoridade pública, com nítido viés eleitoral, afronta a ética, o equilíbrio democrático e o princípio da isonomia, declarou o senador.
O líder da oposição no Senado enfatizou que o desfile criou um desequilíbrio na disputa democrática ao exaltar quem está no poder e disputará a reeleição. Se qualquer outro agente político promovesse ato semelhante, a reação institucional seria imediata. A lei não pode ter destinatário escolhido, completou Marinho, sugerindo tratamento diferenciado nas instâncias de fiscalização.
Compromisso com medidas judiciais e apuração
Rogério Marinho foi categórico ao afirmar que não aceitará a normalização do uso de eventos culturais de grande projeção como instrumentos de promoção pessoal e eleitoral. O senador anunciou que adotará todas as medidas judiciais cabíveis, incluindo a provocação da Justiça Eleitoral, para apurar possíveis abusos de poder político.
Pelo bem da democracia e em respeito ao princípio da igualdade de condições entre candidatos, esperamos que, constatadas irregularidades, sejam aplicadas as sanções previstas na legislação, concluiu Marinho em sua manifestação. A declaração ocorreu durante sessão do Senado realizada na quarta-feira, 12 de fevereiro de 2026, reforçando o tom de confronto político em meio ao período carnavalesco.
O episódio evidencia como o Carnaval, tradicionalmente visto como celebração cultural e artística, tem sido alvo de disputas e interpretações políticas no cenário nacional. A Acadêmicos de Niterói, ao homenagear o presidente Lula, inadvertidamente colocou-se no centro de uma polêmica que mistura cultura, política e eleições, levantando debates sobre os limites entre manifestação artística e propaganda eleitoral.



