Tribunal de Justiça de Sergipe declara greve de professores ilegal
O pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) confirmou, na sessão desta quarta-feira (18), a ilegalidade da greve deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) no último dia 9 de março. A decisão judicial foi tomada após análise do colegiado da corte, que manteve o entendimento anterior da juíza Adelaide Maria Martins Moura.
Irregularidades apontadas pelo governo estadual
O Governo do Estado de Sergipe havia solicitado a declaração de ilegalidade do movimento grevista, apontando uma série de irregularidades. Entre os principais argumentos apresentados, estavam a ausência de convocação específica de assembleia para deliberar sobre a greve, a inexistência de plano de manutenção dos serviços essenciais e a falta de comprovação de esgotamento das tentativas de negociações prévias.
A juíza Adelaide Maria Martins Moura já havia assinado uma decisão inicial atendendo ao pedido do governo, mas a matéria foi reavaliada pelo colegiado do TJSE para confirmação definitiva. A corte considerou que o sindicato não cumpriu com os requisitos legais necessários para a deflagração de uma greve no serviço público estadual.
Próximos passos do sindicato e reivindicações dos professores
O Sintese informou que os professores vão se reunir em assembleia na quinta-feira (19), às 9h, em Aracaju, para avaliar o movimento e decidir os rumos após a decisão judicial. O sindicato também divulgou que a diretoria tem reuniões marcadas com o presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e com a Secretaria de Estado da Educação.
De acordo com o Sintese, o movimento grevista foi motivado após o governo do estado fechar as negociações, o que levou à aprovação da paralisação geral como alternativa. Entre as principais reivindicações dos professores estão a valorização profissional, a retomada da carreira do magistério e o descongelamento de gratificações que estavam paralisadas.
A situação coloca em evidência o conflito entre o governo estadual e a categoria dos professores da educação básica, que busca melhorias nas condições de trabalho e remuneração. A decisão judicial representa um revés para o movimento sindical, que agora precisa reavaliar suas estratégias de pressão.
O caso também levanta questões sobre o direito de greve no serviço público e os requisitos legais que devem ser observados pelos sindicatos antes de deflagrarem paralisações. A confirmação da ilegalidade pelo TJSE estabelece um precedente importante para futuros movimentos grevistas no estado.



