Curso gratuito forma pizzaiolas e capacita mulheres vulneráveis no Rio de Janeiro
Curso gratuito forma pizzaiolas e capacita mulheres no Rio

Curso gratuito forma pizzaiolas e capacita mulheres vulneráveis no Rio de Janeiro

Quem é que não gosta de pizza? Entre diferentes massas, recheios e sabores, o prato popular também se transformou em uma oportunidade de trabalho para mulheres no Rio de Janeiro. Um curso gratuito de formação de pizzaiolas está capacitando alunas em situação de vulnerabilidade social na capital fluminense, oferecendo uma porta de entrada para o mercado de trabalho e o empreendedorismo.

Capacitação profissional e autonomia financeira

A iniciativa ensina técnicas de preparo, recheio e forno, além de noções de gestão para quem deseja empreender. Ao todo, 12 mulheres participam da formação, que é voltada exclusivamente para o público feminino, todas provenientes de comunidades da Zona Norte do Rio. As aulas são práticas e abordam desde o preparo da massa até receitas e processos de produção, com um foco especial em autonomia financeira.

As participantes também aprendem a definir preços e a divulgar produtos nas redes sociais, habilidades essenciais para quem pretende iniciar um negócio próprio. O chef Raimundo Rodrigues, responsável pelas aulas, compartilha sua experiência do dia a dia com as alunas. "A gente fala de fermentação, tipos de farinha, processos e níveis de qualidade de pizza. Tudo que a gente passa no dia a dia, eu levei para elas", explica o profissional.

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Histórias de transformação e esperança

A empreendedora Ariane Machado, moradora do Jacarezinho, trabalha com hortifruti há 10 anos e viu no curso uma chance de ingressar em um mercado ainda predominantemente masculino. "Lá dentro da comunidade, faço um trabalho legal desenvolvendo saladas. Conforme fui conhecendo os alimentos, os legumes, as ervas, as hortaliças, me deu essa vontade de cozinhar", relata. Ela destaca: "Uma oportunidade incrível de trazer mulheres para o mercado de trabalho, um lugar que não é visto de uma maneira feminina, porque a maioria é de homens, mas é uma oportunidade incrível para a gente poder mostrar a nossa força".

Já a dona de casa Karolayne Marques, mãe de um menino de 3 anos e atualmente fora do mercado de trabalho, encontrou na iniciativa uma chance de recomeço. "A gente sai daqui com esperança de poder estar no lugar que a gente quiser. Isso que eu sinto, que a gente pode chegar aonde a gente quiser", conta emocionada.

Projeto social e expansão futura

O curso é realizado por meio de um projeto social do Instituto David Miranda, em parceria com empresas privadas, com o objetivo claro de ampliar o acesso ao mercado de trabalho para populações marginalizadas. Segundo o coordenador administrativo Apoena Travassos, a proposta é reduzir as barreiras enfrentadas por moradores de periferias. "Você imagina que o periférico do Rio de Janeiro já tem um certo isolamento do mercado de trabalho pelo CEP. Essas mulheres ainda mais, que têm de cuidar da família, dos filhos, e a gente quer criar oportunidades para elas, mas não só oportunidade, uma boa oportunidade", afirma.

Novas turmas devem ser abertas no segundo semestre, ampliando o alcance da iniciativa. Travassos convida: "Toda a sociedade pode ficar de olho no Instituto David Miranda, na ONG Crescer, que para o 2º semestre tem mais cursos e novidades para quem quer acessar o mercado de trabalho". Esta ação representa um passo importante na promoção da igualdade de gênero e no combate à vulnerabilidade social através da educação profissional.

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