O fim de ano de 2025 trouxe um fôlego extra para o turismo brasileiro, com uma concentração expressiva de visitantes internacionais nos últimos dias de dezembro. O fenômeno, batizado de 'efeito Réveillon', foi registrado pelo Ministério do Turismo e revela a atração que as festas de fim de ano no país exercem sobre viajantes do mundo todo.
Números que celebram: a alta nas chegadas internacionais
De acordo com os dados oficiais, o Brasil recebeu 111 mil turistas estrangeiros apenas entre os dias 29 e 31 de dezembro de 2025. Esse fluxo intenso em um curto período de 72 horas foi responsável por uma fatia significativa das entradas do mês, representando 12% do total de chegadas de dezembro.
No acumulado do mês, o desempenho foi igualmente positivo. 896.488 visitantes internacionais desembarcaram no país, um número que representa um crescimento de 11% se comparado ao mesmo período de 2024. Com esse resultado, dezembro de 2025 se consolidou como o quarto melhor mês do ano para o setor turístico, ficando atrás apenas dos tradicionais meses de pico da alta temporada de verão.
O poder das festas de fim de ano
O levantamento deixa claro que as comemorações de Réveillon são um ímã para o turismo. A expectativa por eventos icônicos, como a queima de fogos de Copacabana, que em 2026 teve 12 minutos de duração para receber o novo ano, é um fator decisivo para muitos viajantes. A aglomeração de pessoas em um período tão específico demonstra que o Brasil consegue capitalizar sua imagem de destino festivo e acolhedor para as celebrações de passagem de ano.
Essa concentração de demanda gera impactos diretos em toda a cadeia produtiva, beneficiando setores como:
- Hospedagem: hotéis e pousadas registram ocupação máxima.
- Alimentação: bares e restaurantes têm movimento aquecido.
- Comércio e serviços: lojas e atrações turísticas experimentam alta na frequência.
- Transporte: companhias aéreas e outros meios de locomoção operam com alta demanda.
Reflexos e perspectivas para o setor
O 'efeito Réveillon' de 2025 não é apenas um dado isolado, mas um indicador importante da recuperação e do potencial do turismo internacional no Brasil. A alta de 11% em relação ao ano anterior sinaliza uma retomada consistente e um crescente interesse pelo destino Brasil.
Para especialistas, os números reforçam a necessidade de políticas públicas e investimentos privados que não apenas mantenham, mas ampliem essa atratividade. A promoção internacional focada em grandes eventos, a melhoria da infraestrutura de recepção nos destinos e a oferta de experiências únicas são caminhos para transformar o 'efeito Réveillon' em um ganho sustentável ao longo de todo o ano.
O desafio agora é converter o sucesso pontual das festas de fim de ano em uma atração perene, fazendo com que os turistas que visitam o país para o Réveillon descubram outras belezas e retornem em outras épocas, distribuindo melhor os benefícios econômicos do turismo por todos os meses.