Rafael Fonteles defende frente ampla e alerta contra radicalização
Rafael Fonteles: frente ampla é chave para reeleição de Lula

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), uma das principais apostas de renovação do Partido dos Trabalhadores, defendeu a formação de uma frente ampla para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista, ele alertou para os riscos da polarização radicalizada e afirmou que a disputa presidencial será decidida pelos eleitores de centro e independentes.

Trajetória e gestão

Fonteles, que aos 37 anos se tornou o governador mais jovem do Brasil, tem uma trajetória marcada pela precocidade. Aos 17 anos, passou em primeiro lugar no vestibular de matemática da Universidade Federal do Piauí, formou-se em dois anos e concluiu o mestrado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) aos 21. Filho do ex-deputado Nazareno Fonteles, um dos fundadores do PT, entrou na política como secretário da Fazenda do governador Wellington Dias (PT) em 2015. Eleito governador em 2022, conseguiu bons resultados em educação, saúde e segurança pública, tornando-se um dos governadores mais bem avaliados do país.

Cenário eleitoral

Segundo Fonteles, o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas reflete a aglutinação do eleitorado de direita e extrema direita. Ele acredita que a polarização será semelhante à de 2022 e que a decisão caberá aos eleitores de centro. Para conquistá-los, defende uma comunicação mais direta e a demonstração de que Lula representa uma frente ampla, como fez ao escolher Geraldo Alckmin como vice. “O vice-presidente era um adversário. Colocá-lo na chapa mostra que Lula quer governar para públicos heterogêneos”, afirmou.

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Fonteles descarta espaço para uma terceira via, mas ressalta que os votos de outros candidatos serão importantes em um eventual segundo turno.

Radicalização e democracia

O governador criticou a radicalização, que dificulta a formação de consensos e a aprovação de reformas importantes. “Torço para que a disputa se baseie em propostas concretas, não em assuntos secundários”, disse.

Futuro do PT e pós-Lula

Sobre a idade de Lula, que disputará um quarto mandato próximo dos 81 anos, Fonteles minimizou o impacto, destacando o vigor físico e mental do presidente. Quanto ao pós-Lula, afirmou que a prioridade é a reeleição e que Lula conduzirá a transição apontando nomes viáveis para dar continuidade ao projeto de redução de desigualdades.

Gestão no Piauí

Fonteles destacou os avanços do Piauí desde os mandatos de Wellington Dias, como a universalização do ensino médio em tempo integral. Sobre o rival político, senador Ciro Nogueira (PP), que enfrenta dificuldades eleitorais e investigações, preferiu não comentar, afirmando que “cada eleição tem sua história”.

Comunicação digital

Ativo nas redes sociais, Fonteles reconheceu que a esquerda ainda tem dificuldades nesse campo, mas vem melhorando. Defendeu o uso de vídeos curtos e diretos, e a necessidade de responder rapidamente a críticas e fake news.

Segurança pública

O governador defendeu uma abordagem dura contra o crime, mas com respeito aos direitos humanos. “No Piauí, bandido bom é bandido preso. Temos a polícia menos violenta do Brasil”, afirmou, citando a redução de mortes por intervenção policial. Ele defendeu maior integração e inteligência na segurança, além de mais recursos da União.

Bandeiras para a eleição

Fonteles listou segurança pública, educação e apoio aos empreendedores como pautas prioritárias para a esquerda nas eleições.

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