Governo Lula encaminha ao Congresso projeto para extinguir escala 6×1 e reduzir jornada semanal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou oficialmente ao Congresso Nacional, nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, um projeto de lei que prevê o fim da escala 6×1 e estabelece a redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas, sem qualquer corte nos salários dos trabalhadores. A medida foi encaminhada com urgência constitucional, o que acelera significativamente sua tramitação e impõe um prazo máximo de 45 dias para votação, sob risco de a pauta ser trancada pela Câmara dos Deputados.
Reunião estratégica e justificativa da proposta
Mais cedo, Lula realizou um almoço com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para acertar os detalhes finais do projeto, que visa eliminar o modelo de seis dias de trabalho seguidos por apenas um dia de descanso. Em publicação nas redes sociais, o presidente destacou a importância histórica da iniciativa: "Hoje é um dia importante para a dignidade da família, de quem constrói o Brasil todos os dias", afirmou Lula, acrescentando que a proposta "devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar".
Resistência política e cenário de votação
Conforme antecipado pela coluna Radar, a proposta enfrenta resistência significativa do Centrão e da oposição ao governo Lula. Embora o presidente tenha cogitado a medida em várias oportunidades desde o início do ano, ela ganhou força renovada nos últimos dias devido à preocupação do Executivo com uma suposta inércia dos congressistas em relação ao tema. A expectativa inicial é que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vote o projeto na última semana de abril. No entanto, governistas demonstram ceticismo quanto à possibilidade de aprovação tanto na comissão especial quanto no plenário, com previsão de que o processo possa se estender até maio.
Impactos e próximos passos
A tramitação acelerada, imposta pela urgência constitucional, coloca pressão sobre os parlamentares para uma decisão rápida. Se aprovada, a lei representará uma mudança profunda nas relações de trabalho no país, beneficiando milhões de brasileiros que atualmente estão submetidos à exaustiva escala 6×1. O governo argumenta que a medida não apenas melhora a qualidade de vida, mas também estimula a economia ao fomentar o consumo e o turismo em dias de folga adicionais. Enquanto isso, a sociedade aguarda com expectativa o desenrolar dos debates no Congresso, que definirão o futuro desta polêmica reforma trabalhista.



