Flávio Bolsonaro cresce entre evangélicos e cai entre católicos após culto com Malafaia
Flávio Bolsonaro: evangélicos sobem, católicos caem

Após participar de um culto com o pastor Silas Malafaia na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu melhorar sua imagem entre o eleitorado evangélico, mas perdeu apoio entre os católicos. A constatação é de um levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, 13 de maio.

Detalhes da pesquisa

O instituto ouviu 2.004 eleitores de 120 municípios brasileiros entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Em um eventual cenário de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador cresceu cinco pontos entre os evangélicos na comparação entre abril e maio. Já entre os católicos, ele caiu quatro pontos.

Por outro lado, Lula apresentou movimento inverso: cresceu cinco pontos entre os católicos e caiu um ponto entre os evangélicos.

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Culto e repercussão jurídica

O culto com Malafaia, realizado no início de maio, foi uma estratégia de Flávio Bolsonaro para se reaproximar do líder religioso, que inicialmente era reticente em relação à sua candidatura presidencial, preferindo o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No entanto, o evento gerou uma ação judicial por suposta propaganda eleitoral antecipada. O Ministério Público Federal recebeu a denúncia e avalia o caso.

Além de Flávio, participaram do culto o ex-vereador e secretário Alexandre Isquierdo, o ex-governador Claudio Castro (PL-RJ), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o deputado estadual e presidente da Assembleia fluminense Douglas Ruas (PL-RJ), pré-candidato ao governo do Rio, e o ex-prefeito e senador Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).

Oração de Malafaia

Durante o culto, Malafaia pediu que os políticos se ajoelhassem e fez uma oração: “Eu quero fazer uma oração especial por esses amados. Vou pedir para a igreja ficar de pé. [Vocês, políticos,] podem ajoelhar. Não estão ajoelhando diante de mim, não, estão ajoelhando diante de Deus. Eu só estou aqui no microfone para ministrar uma oração para abençoar a vida deles, a caminhada e a jornada deles. Que a vontade de Deus se estabeleça na vida deles. Essa é a nossa oração. Estende a mão para cá, gente. Você que está em outro estado ou outra nação, estende a mão em direção ao telão da igreja em qualquer lugar do Brasil, Portugal ou Estados Unidos. Senhor, eu quero abençoar a vida desses homens. Que a Tua vontade se estabeleça para que eles sejam instrumentos teus (…). Nós declaramos a benção e a vitória no nome de Jesus”.

A presença de Flávio no culto foi interpretada como uma tentativa de reaproximação com Malafaia, que recentemente mudou de posição e passou a defender o senador na disputa presidencial.

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