Desenrola: Alckmin explica uso do FGTS para pagar dívidas
Desenrola: Alckmin explica uso do FGTS para dívidas

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, defendeu nesta terça-feira, 5, a importância da nova rodada do programa Desenrola, de renegociação de dívidas, e afirmou que o programa foi desenhado para ter controles no uso dos recursos. O Desenrola 2.0 foi anunciado na segunda-feira, 5, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tudo tem controle”, disse o vice-presidente em entrevista à GloboNews. “A pessoa vai poder utilizar até 20% do que tiver depositado em sua conta no FGTS, mas isso é para pagar dívida. Alguém pode dizer que as pessoas vão pegar o dinheiro e usar para outra coisa. É impossível, porque elas não vão colocar a mão no dinheiro. Ele sai do FGTS para o banco, para bater a dívida.”

Como funciona o Desenrola 2.0

A possibilidade de sacar uma parte do FGTS é um dos pilares e a novidade do programa. Quem fizer a renegociação para saldar seu débito junto ao banco pelo novo Desenrola terá a possibilidade de sacar até 20% do valor que tenha em conta no FGTS, limitado a um máximo de R$ 1.000. Há também uma trava para o valor máximo total que poderá ser retirado do fundo pelos participantes, de R$ 8,2 bilhões.

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Os descontos, acordados com os bancos, deverão ser de 30% a 90% do valor devido, e o novo valor será refinanciado a juros mais baixos do que os de mercado, de até 1,99% ao mês. Em contrapartida, o governo será o fiador das dívidas para os bancos, por meio dos recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO), o que significa que, caso as novas parcelas não sejam pagas, o Tesouro cobre o prejuízo.

Público-alvo e limites

“O programa se destina às famílias com renda de até R$ 8.150, e o valor máximo da dívida a ser renegociada é de R$ 15.000. A ideia é ajudar a população das famílias até essa renda. Então há um conjunto de medidas importantes que estão sendo tomadas”, concluiu Alckmin.

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