Petistas admitem acordo com bolsonaristas por vagas no TCU no primeiro semestre
Acordo petista-bolsonarista por vagas no TCU no primeiro semestre

Petistas admitem acordo com bolsonaristas por vagas no TCU no primeiro semestre

A bancada petista da Câmara dos Deputados demonstra abertura para um acordo político com parlamentares bolsonaristas, visando a ocupação de duas vagas no Tribunal de Contas da União (TCU) que podem ser abertas ainda no primeiro semestre deste ano. Durante uma reunião de líderes realizada na última terça-feira, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que, caso seja construído um consenso em torno do nome de Odair Cunha (PT-MG) para a primeira vaga, os governistas votarão em qualquer nome indicado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em uma próxima oportunidade.

Detalhes do acordo político no TCU

A primeira vaga no TCU será aberta compulsoriamente com a aposentadoria de Alberto Cedraz, que completará 75 anos no final deste mês. A segunda oportunidade pode surgir ainda no primeiro semestre, já que Augusto Nardes pode antecipar sua aposentadoria para se candidatar a deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Nem mesmo a possível candidatura do deputado bolsonarista Altineu Côrtes (PL-RJ) teria força para desfazer este combinado, conforme sinalizado pelos petistas durante o encontro.

Diálogos e pactos na Câmara dos Deputados

Nesta semana, o presidente da Câmara, Hugo Motta, iniciou diálogos com nomes de centro que ainda tentam se viabilizar para a vaga deixada aberta por Cedraz. Nos diálogos, Motta citou a necessidade de cumprimento do pacto firmado com Odair Cunha. A indicação dele ao TCU fez parte do combinado pelo apoio da bancada petista a Motta no ano passado, evidenciando uma estratégia política de longo prazo.

Questionado sobre o assunto, Lindbergh Farias confirmou a proposta por um consenso e disse que não será desconfortável para a bancada petista votar em um bolsonarista para a segunda vaga, caso seja feito um acordo. “Nossa prioridade é ver o Odair no TCU logo. Esta eleição não é uma disputa polarizada, como a que veremos nas urnas neste ano. Queremos construir um caminho tranquilo e, caso tenhamos que votar em outro nome de consenso à frente, como Altineu, faremos isso sem qualquer problema”, afirmou o deputado à reportagem.

Expectativas e cenário político

Os petistas esperam que a votação que pode tornar Odair Cunha ministro do TCU ocorra ainda no primeiro semestre deste ano. Este movimento político revela uma flexibilidade inesperada entre grupos tradicionalmente opostos, sugerindo que:

  • Acordos pontuais podem superar polarizações em disputas por cargos estratégicos.
  • O TCU se torna um palco de negociações que transcendem alinhamentos ideológicos rígidos.
  • A busca por consenso pode acelerar processos de indicação em órgãos de controle.

O cenário atual indica que, apesar das diferenças históricas, petistas e bolsonaristas estão dispostos a colaborar temporariamente para garantir influência no Tribunal de Contas da União, um órgão crucial para a fiscalização de contas públicas no Brasil.