Sementes de moringa removem até 98% dos microplásticos da água, aponta estudo da UNESP
Moringa remove 98% dos microplásticos da água

Um novo estudo publicado na revista científica ACS Omega em 19 de janeiro de 2026 revela que as sementes da Moringa oleifera, popularmente conhecida como “árvore milagrosa”, podem remover até 98% dos microplásticos presentes na água potável. A pesquisa, liderada por Gabrielle Batista, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), analisou a eficiência da filtragem de microplásticos de PVC, considerados entre os mais prejudiciais à saúde humana.

Método natural supera tratamentos químicos

Os resultados indicam que o método natural utilizando a moringa pode igualar ou até superar os tratamentos químicos convencionais, representando uma alternativa mais sustentável e de baixo custo para sistemas de tratamento de água. A pesquisa destaca que a moringa já era utilizada pelos antigos egípcios para purificar a água e reduzir impurezas, evidenciando seu potencial milenar.

Contexto regulatório no Brasil

Apesar dos avanços científicos, o Brasil ainda não possui normas oficiais que estabeleçam limites ou protocolos para o monitoramento de microplásticos na água potável. No entanto, tramita no Senado o projeto de lei 260/2024, que visa introduzir diretrizes para a remoção dessas partículas, com metas progressivas de tratamento.

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Impacto da contaminação por microplásticos

Os microplásticos estão presentes em todos os lugares — dos oceanos mais profundos à água que consumimos, e até mesmo dentro do corpo humano. À medida que a contaminação se torna inevitável, compreender seus impactos é fundamental para a saúde pública e o meio ambiente.

Benefícios da Moringa oleifera

Além de sua eficácia na remoção de microplásticos, a moringa é conhecida por suas propriedades nutricionais e medicinais. O uso de suas sementes como coagulante natural no tratamento de água pode reduzir a dependência de produtos químicos sintéticos, promovendo uma abordagem mais ecológica e acessível para comunidades carentes.

A pesquisa da UNESP abre caminho para novos estudos e aplicações práticas, reforçando a importância de investir em soluções baseadas na natureza para enfrentar desafios ambientais contemporâneos.

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