61% dos brasileiros planejam buscar novo emprego em 2026, aponta pesquisa
6 em cada 10 profissionais querem mudar de emprego em 2026

Uma onda de movimentação profissional deve marcar o ano de 2026 no Brasil. Segundo um levantamento da consultoria de recursos humanos Robert Half, 61% dos profissionais brasileiros pretendem buscar um novo emprego ao longo deste ano. O número representa um aumento significativo de 7 pontos percentuais em comparação com as intenções registradas no ano anterior, 2025.

O que motiva a busca por uma nova vaga?

O avanço no percentual de candidatos dispostos a mudar é explicado por uma maior confiança no mercado e por uma combinação clara de prioridades. Os principais motivos que levam os profissionais a considerar uma transição são estratégicos e focados no futuro.

Entre aqueles que planejam pedir demissão, a busca por oportunidades de crescimento lidera as razões, com 45% das menções. Em seguida, vem a vontade de obter uma remuneração maior, fator crucial para 42% dos entrevistados. A qualidade de vida também se consolida como um pilar importante nas decisões de carreira.

Mudança de empresa, não de profissão

Um dado interessante da pesquisa mostra que a grande maioria dos profissionais que pensam em se movimentar deseja trocar de empresa, mas não de área de atuação. 72% dos entrevistados planejam permanecer na mesma profissão, buscando novas oportunidades dentro do seu campo de expertise. Por outro lado, 28% consideram fazer uma transição de carreira mais radical, migrando para uma área diferente.

Para esse grupo que pensa em mudar de área, os fatores de peso são um pouco distintos. O aspecto financeiro é o grande motivador para 63% deles, seguido pela busca por uma melhor qualidade de vida, mencionada por 39%.

Decisões mais estratégicas e o futuro da retenção

Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul, analisa o cenário. Ele afirma que, com a confiança em alta, as escolhas profissionais passam a ser mais calculadas. “As decisões passam a ser mais estratégicas”, destaca Mantovani.

Segundo o executivo, itens que vão além do salário tendem a ganhar ainda mais relevância tanto na atração quanto na retenção de talentos ao longo de 2026. Benefícios personalizados, modelos de trabalho flexíveis e planos claros de desenvolvimento profissional serão diferenciais cruciais para as empresas que desejam reter seus melhores colaboradores em um mercado aquecido e com profissionais mais exigentes.

O estudo aponta para um ano de transformações no mercado de trabalho brasileiro, onde o poder de escolha do profissional parece estar crescendo, colocando as empresas diante do desafio de se adaptarem às novas demandas por crescimento, reconhecimento financeiro e bem-estar.