Preços de imóveis têm 2ª maior alta em 11 anos, superando inflação
Venda de imóveis registra 2ª maior alta em 11 anos

O mercado imobiliário brasileiro fechou o ano de 2025 com um desempenho expressivo, registrando a segunda maior valorização em 11 anos. Os preços de venda de imóveis tiveram um aumento médio de 6,52% no acumulado do ano, superando o índice oficial de inflação do período.

Apartamentos compactos lideram a valorização

Dentre as diversas categorias do setor, os imóveis com apenas um dormitório se destacaram, encerrando o ano com a maior valorização. Esse segmento, muito procurado por solteiros, jovens profissionais e investidores, mostrou uma resiliência e demanda acima da média, refletindo mudanças nos hábitos de consumo e na dinâmica dos centros urbanos.

A alta nacional de 6,52% não foi uniforme em todo o território. Em algumas capitais, o crescimento dos preços ficou acima da inflação local, mesmo quando situado abaixo da média do país. Um exemplo é a cidade do Rio de Janeiro, onde os imóveis valorizaram 5,21% em 2025.

Contexto econômico e perspectivas

A capacidade do setor imobiliário de superar a inflação é um indicador importante da saúde econômica de determinados setores e regiões. A valorização consistente, principalmente em um período de 11 anos, sugere uma demanda sólida e um mercado com fundamentos fortes em várias localidades.

Este desempenho ocorre em um contexto nacional marcado por outros temas econômicos relevantes para o bolso do brasileiro, como reajustes no transporte público em cinco capitais e a preocupação das famílias com o reaproveitamento de material escolar para conter gastos.

O que significa para compradores e vendedores

Para quem pretende vender um imóvel, especialmente os de um dormitório, o momento é de valorização de patrimônio. Já para os compradores, a alta acima da inflação reforça a percepção do imóvel como um bom ativo de proteção contra a perda do poder de compra, ainda que represente um desafio maior para a entrada no mercado.

Os dados consolidados de 2025 colocam o setor imobiliário em um patamar de destaque na economia, demonstrando sua força mesmo diante de um cenário macroeconômico que ainda apresenta desafios. A tendência para os próximos meses dependerá de fatores como a taxa de juros, a geração de emprego e a renda das famílias.