Aluguéis em Teresina têm segunda maior alta anual entre capitais, mas preço médio é o menor do país
Teresina tem 2ª maior alta de aluguel anual, mas preço é o menor do país

Aluguéis em Teresina registram segunda maior alta anual entre capitais brasileiras

Os preços de aluguel residencial na capital do Piauí, Teresina, apresentaram a segunda maior variação positiva entre todas as capitais do Brasil nos últimos doze meses, com um expressivo aumento de 16,51%. Os dados são do Índice FipeZAP, divulgado nesta terça-feira, 14 de maio, e revelam um cenário de forte valorização no mercado locatício da cidade ao longo do período anual analisado.

Desaceleração recente e preço médio mais baixo do país

Contudo, o comportamento mais recente dos valores indica uma desaceleração clara. Em março de 2026, os aluguéis em Teresina subiram apenas 0,47%, e o acumulado do ano até essa data ainda é negativo, registrando uma leve queda de 0,12%. Apesar da alta significativa no período de doze meses, a capital piauiense mantém uma posição singular: possui o menor preço médio de aluguel por metro quadrado entre todas as capitais monitoradas pelo índice.

O valor médio em Teresina é de R$ 29,65 por metro quadrado, um patamar consideravelmente inferior à média nacional, que foi estimada em R$ 52,34/m². Essa discrepância destaca a acessibilidade relativa do mercado imobiliário local em comparação com outras grandes cidades brasileiras, mesmo diante das altas recentes.

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Panorama nacional e desempenho por bairros em Teresina

No cenário nacional, o Índice FipeZAP registrou uma alta de 0,84% nos preços de locação no mês de março. Ao todo, 30 das 36 cidades analisadas pelo levantamento tiveram aumento nos valores no período, refletindo uma tendência geral de valorização, ainda que moderada em muitas localidades.

Em Teresina, a análise por bairros mais representativos mostra disparidades significativas nos preços e nas variações. Os bairros com maior preço por metro quadrado incluem:

  • Planalto: R$ 52,0/m², com uma variação positiva impressionante de 100,9%.
  • Jóquei: R$ 39,6/m², registrando aumento de 9,9%.
  • São Cristóvão: R$ 34,3/m², com alta de 8,7%.
  • Fátima: R$ 33,0/m², mantendo estabilidade sem variação.
  • Horto: R$ 31,3/m², com crescimento de 15,6%.
  • Uruguai: R$ 30,4/m², apresentando aumento de 37,1%.
  • Cristo Rei: R$ 27,8/m², com leve alta de 1,5%.
  • Ininga: R$ 26,1/m², registrando subida de 12,7%.
  • Santa Isabel: R$ 22,9/m², única a apresentar queda, de 5,6%.
  • Centro: R$ 20,9/m², com significativa valorização de 23,8%.

Esses dados ilustram como diferentes regiões da cidade estão respondendo de forma heterogênea às pressões do mercado, com alguns bairros experimentando valorizações extremamente elevadas, enquanto outros mostram estabilidade ou até mesmo retração nos valores de aluguel.

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