Mulheres empreendedoras: histórias inspiradoras de quem começou do zero
O Dia da Mulher tem suas raízes em movimentos do início do século XX, quando mulheres lutaram por melhores condições de trabalho, salários dignos e direitos fundamentais. Cem anos depois, o espírito de luta e superação continua vivo através de mulheres empreendedoras que investem em seus sonhos e constroem negócios a partir do zero. Com muito esforço, dedicação e resiliência, elas conquistaram destaque em diversas áreas, servindo como exemplos inspiradores para quem deseja dar o primeiro passo no mundo dos negócios.
Beleza e entrega: a trajetória de Naiany Alves
Naiany Alves, proprietária do Na.Salon em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, completou 18 anos de carreira no ramo da beleza. Aos 33 anos, ela começou a trabalhar com apenas 14 anos, atendendo na área de sua casa. Como presente de 15 anos, pediu à mãe um curso técnico de cabeleireira. "Fiz e iniciei os atendimentos de forma simples e com poucos recursos, mas com a meta de entregar os melhores resultados", conta. Graduada em estética e cosmética pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), ela se especializou na área capilar, sua paixão. Naiany enfrentou desafios como a falta de noção de gestão financeira no início, mas foi se organizando aos poucos. "Maior que o medo e as dificuldades ao empreender sendo mulher e mãe, é o propósito que cada uma de nós carregamos", afirma.
Moda e identidade: a jornada de Brenda Raylla
Brenda Raylla Cassiano, de 27 anos, formada em pedagogia, tem uma loja de roupas há sete anos. Antes de se tornar empresária, trabalhou como professora e começou vendendo roupas de porta em porta. "Comecei vendendo roupas de porta em porta. Depois, atendi no quarto da casa da minha avó. Era o começo de um sonho enorme", diz. Ela enfrentou o desafio de não ser levada a sério por ser mulher e jovem, mas persistiu. "Quando uma mulher cresce, ela abre caminho para outras crescerem também. Isso é transformação social", destaca. Para Brenda, vender moda é vender identidade, elevando a autoestima e a confiança das mulheres.
Símbolos de amor e autoestima: Susane Rocha e suas joias
Susane Rocha Alves, de 40 anos, é empresária do ramo de joias em prata há seis anos. Antes de começar sua loja, foi supervisora de uma grande marca de cosméticos. Com a pandemia e o medo do desemprego, usou o dinheiro do acerto para comprar peças e iniciar as vendas. "Aí foi fluindo. Sempre dá um pouquinho de trabalho", conta. Mãe solo, ela nomeou a loja em homenagem aos filhos. Susane destaca a identificação com outras mulheres clientes. "Quando elas veem outras mulheres criando, vendendo e liderando, a identificação é imediata", afirma. Para ela, as joias carregam significados de amor, conquista e autoestima.
Cafés especiais: Gabriella Zanella e sua cafeteria
Gabriella Vianna Zanella, de Goiânia e formada em administração, é empresária do ramo de cafeterias. Tudo começou há um ano e seis meses, após participar de uma feira de franquias em São Paulo. "Me encantei pela proposta da marca, pelo conceito acolhedor e, principalmente, pelo diferencial dos cafés especiais", conta. Sem sócios, ela assumiu todas as funções no início, desde atendimento até gestão de equipe. Gabriella enfrentou desafios como gerenciar estoque e acertar períodos de compras. Hoje, trabalha com atendimento presencial, delivery e redes sociais para captar clientes.
Estética e cuidado: as doutoras Francielly e Milena
Dra. Francielly Rosa Fernandes, dentista desde 2012, atua há seis anos na área de estética com harmonização facial. Ela tem um consultório próprio em Goiânia e enfrenta desafios como o marketing barato no setor. "Mulheres têm uma sensibilidade maior para a estética, pois ela é o cuidado, a atenção", destaca. Sua maior motivação é ver a felicidade dos pacientes pós-procedimentos.
Dra. Milena Hirota, de 42 anos, especializada em harmonização orofacial, vê a estética como um propósito. "Sempre fui apaixonada por autoestima, cuidado e transformação", diz. Ela enfrentou o desafio de provar sua capacidade constantemente e conciliar carreira com maternidade. "Muitas vezes a mulher precisa trabalhar o dobro para ser reconhecida da mesma forma", afirma. Milena aconselha outras mulheres a estudarem muito e construírem autoridade com ética.
Autoestima e superação: Diolange Lopes Carneiro
Diolange Lopes Carneiro, cabeleireira especializada em produção de penteados e maquiagem de noivas, tem 15 anos de profissão em Anápolis. Mãe solo de três filhos, ela abriu seu próprio salão para ficar mais próxima deles. "Busquei ter bastante conhecimento e sempre observando para que pudesse me tornar uma profissional autônoma", conta. Diolange enfrentou recomeços após perder tudo por causa de um sócio e fechar um ateliê durante a pandemia. "Hoje minha maior motivação são meus três filhos", afirma. Ela incentiva outras mulheres a nunca desistirem, independente dos obstáculos.
Essas histórias mostram que, apesar dos desafios, mulheres empreendedoras continuam transformando sonhos em realidade, inspirando gerações e fortalecendo a economia com sua determinação e criatividade.



