Empreendedor transforma mergulho em negócio e fatura R$ 900 mil na Paraíba
Mergulho vira negócio e fatura R$ 900 mil na Paraíba

O que começou com dois cilindros de mergulho e aulas improvisadas na piscina de casa se transformou em um negócio que hoje movimenta centenas de milhares de reais por ano. Em João Pessoa, na Paraíba, o empreendedor Vitor Freire criou uma escola de mergulho que une turismo e formação profissional — e levou o faturamento a cerca de R$ 900 mil em 2025.

A ideia nasceu da relação antiga com o mar. Criado em cidade litorânea, Vitor teve no surf a primeira conexão com o oceano. Mas foi durante a faculdade de Turismo, ao participar de um projeto sobre naufrágios, que encontrou o que viraria sua profissão. “Respirei pela primeira vez embaixo d’água, voltei para a superfície e pensei: preciso trabalhar com isso”, conta.

Ainda estudante, ele começou a trabalhar como guia turístico, levando visitantes para piscinas naturais e passeios de buggy. A experiência ajudou a criar rede de contatos no setor e abriu caminho para o empreendedorismo. O primeiro passo veio com risco: Vitor vendeu o buggy — que era sua principal fonte de renda — para investir no novo negócio. Com cerca de R$ 14 mil, comprou dois equipamentos de mergulho: um para ele e outro para o cliente. No início, só conseguia atender uma pessoa por vez.

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Com o tempo, a operação ganhou escala. Linhas de crédito ajudaram na expansão, que incluiu novos equipamentos, embarcações e equipe. Hoje, a empresa conta com:

  • 50 cilindros de mergulho;
  • 25 conjuntos completos de equipamentos;
  • 3 embarcações próprias;
  • 7 funcionários.

A estratégia de crescimento incluiu parcerias com hotéis e divulgação nas redes sociais, focando principalmente turistas que visitam o litoral paraibano. A escola oferece desde o “batismo de mergulho”, voltado a iniciantes, até cursos completos de formação. Os valores variam:

  • Batismo de mergulho: cerca de R$ 850
  • Curso com quatro aulas práticas: R$ 2.990

Em 2025, o negócio formou 130 novos mergulhadores. Para muitos alunos, a atividade começa como lazer, mas pode se tornar uma ferramenta profissional. É o caso de Yan Moisés, estudante de medicina, que decidiu avançar na formação. “Comecei pelo básico e fui evoluindo. Hoje faço curso de resgate, e isso agrega muito à minha carreira”, diz Yan Moisés.

Além das aulas, a empresa organiza passeios em alto-mar para regiões de recifes e naufrágios — um nicho crescente dentro do turismo de experiência. O investimento em três embarcações, que somam cerca de R$ 370 mil, permitiu ampliar o alcance das atividades e atender grupos maiores. A expansão também impactou a equipe. Profissionais como o capitão Madgiel Soares, de família de pescadores, passaram a ter uma rotina mais estável.

O negócio segue em crescimento. Vitor prepara o lançamento de uma marca de roupas para mergulho e planeja expandir as operações com viagens para outros destinos — inclusive internacionais. “O mergulho é um mercado muito abrangente. Dá para fazer muita coisa”, afirma. O objetivo é ambicioso: levar a experiência para diferentes partes do mundo. “Quero chegar a todos os continentes”, diz.

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