Greve na Universidade Federal de Sergipe mobiliza 1.400 trabalhadores técnico-administrativos
Cerca de 1.400 trabalhadores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) deram início a uma greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, 18 de setembro. A paralisação foi confirmada oficialmente pela categoria e integra um movimento nacional que busca pressionar o Governo Federal.
Reivindicações principais dos grevistas
De acordo com os representantes dos técnicos, a greve tem como objetivo principal exigir o cumprimento integral do acordo firmado em 2024, que ainda apresenta diversos pontos pendentes. Entre as principais demandas da categoria estão:
- Reposicionamento de aposentadas e aposentados
- Implementação da jornada de trabalho de 30 horas semanais
- Revisão completa das atribuições dos cargos técnicos
- Equiparação dos reajustes salariais para médicos veterinários
- Regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC)
Funcionamento dos serviços essenciais durante a paralisação
Apesar da adesão massiva ao movimento grevista, os serviços considerados essenciais continuarão funcionando normalmente. Conforme previsto em legislação específica, será mantido um contingente mínimo de 30% dos trabalhadores em setores críticos.
Isso inclui especialmente os hospitais universitários, que manterão o atendimento à população sem interrupções. A medida garante que os serviços de saúde não sejam prejudicados durante o período de paralisação.
Mobilização e atividades planejadas
Durante o período de greve, estão previstas diversas atividades de mobilização e diálogo com a comunidade acadêmica. Os técnicos-administrativos planejam manter um canal aberto de comunicação com estudantes, professores e demais servidores da universidade.
Uma das primeiras ações já definidas ocorrerá na próxima segunda-feira, 23 de setembro, quando os grevistas farão uma recepção especial aos estudantes no início do novo período letivo. A atividade tem como objetivo explicar os motivos da paralisação e buscar apoio da comunidade universitária.
Posicionamento da Universidade Federal de Sergipe
A administração da UFS informou que ainda não foi comunicada formalmente sobre o início da greve pelos trabalhadores técnico-administrativos. A universidade aguarda notificação oficial para tomar as providências administrativas necessárias e estabelecer canais de negociação com a categoria.
Vale destacar que os aproximadamente 1.400 TAEs (Técnico-Administrativos em Educação) representam uma parcela significativa da força de trabalho da instituição, sendo responsáveis por diversas funções essenciais para o funcionamento da universidade.



