Trump ameaça Reino Unido com tarifas pesadas por imposto digital
Trump ameaça RU com tarifas por imposto digital

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor uma “tarifa pesada” ao Reino Unido caso o governo do primeiro-ministro Keir Starmer não revogue o Imposto sobre Serviços Digitais (DST, na sigla em inglês). A declaração foi feita em entrevista ao jornal britânico The Telegraph.

Trump afirmou que considera o tributo injusto por atingir principalmente gigantes americanas de tecnologia, como Apple, Google e Meta, ao aplicar uma taxa de 2% sobre receitas geradas por redes sociais, mecanismos de busca e marketplaces online. “Não gosto quando atacam empresas americanas”, disse Trump ao The Telegraph. Segundo ele, se o Reino Unido não reduzir o imposto, Washington poderá retaliar com tarifas comerciais ainda mais altas sobre produtos britânicos.

Tensão crescente entre EUA e Reino Unido

A ameaça aumenta a tensão entre os dois países em meio a uma relação já desgastada por divergências sobre comércio, liberdade de expressão e imigração. O episódio ocorre às vésperas da visita oficial do rei Charles III e da rainha Camilla aos Estados Unidos, o que pode complicar ainda mais o cenário diplomático.

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Impacto do imposto digital britânico

O imposto britânico sobre serviços digitais tornou-se uma importante fonte de arrecadação para o Tesouro do Reino Unido. De acordo com dados divulgados pela Receita e Alfândega do Reino Unido, o tributo somou 944 milhões de libras (cerca de R$ 6 bilhões) em 2025-26, registrando alta de 17% em relação ao ano anterior.

O governo britânico sustenta que o imposto é uma medida temporária, válida até que haja um acordo tributário global para empresas digitais. No entanto, autoridades americanas criticam a política por considerá-la direcionada contra empresas dos EUA. A ameaça de Trump coloca o Reino Unido em uma posição delicada, pois a revogação do imposto poderia comprometer uma importante fonte de receita, enquanto a manutenção da taxa pode gerar retaliações comerciais prejudiciais à economia britânica.

Analistas apontam que a disputa pode se estender para outros setores, afetando exportações britânicas como uísque, automóveis e produtos agrícolas. A situação também levanta preocupações sobre o futuro das negociações comerciais entre os dois países, que buscam um acordo bilateral pós-Brexit.

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