Construtora portuguesa Mota-Engil enfrenta impasse no Paraguai com obra paralisada desde 2018
A construtora portuguesa Mota-Engil, conhecida por sua atuação no Brasil no projeto do túnel Santos-Guarujá, está envolvida em um impasse significativo no Paraguai. De acordo com revelações do jornal paraguaio ABC Color, a empresa subcontratou a firma local Ocho A para executar parte das obras do sistema de transporte Metrobús em Assunção, capital do país.
Obras paralisadas e investigações em andamento
O projeto do Metrobús está completamente paralisado desde o ano de 2018, quando a própria Mota-Engil decidiu suspender os trabalhos. A situação se agravou porque a Promotoria paraguaia não analisou detalhadamente essa subcontratação durante as investigações sobre o colapso da obra, o que levanta questões sobre a transparência e a fiscalização do processo.
Segundo informações publicadas, a subcontratação era uma medida prevista em contrato, já que a Mota-Engil não dispunha de maquinário suficiente ao chegar ao Paraguai. No entanto, o principal problema surgiu quando a empresa subcontratada, Ocho A, abandonou a obra devido à falta de pagamentos por parte da construtora portuguesa.
Impactos e consequências do impasse
Este impasse tem sérias implicações para a infraestrutura de transporte em Assunção, afetando a mobilidade urbana e a confiança em projetos de grande escala. A paralisação prolongada pode resultar em:
- Atrasos significativos na conclusão do sistema Metrobús.
- Prejuízos financeiros para ambas as empresas envolvidas.
- Questionamentos sobre a capacidade da Mota-Engil em gerenciar projetos internacionais.
Enquanto isso, a Mota-Engil continua seus preparativos para o túnel Santos-Guarujá no Brasil, um projeto de grande visibilidade que contrasta com as dificuldades enfrentadas no Paraguai. A situação destaca os desafios que empresas de construção enfrentam ao expandir suas operações para outros países, especialmente em termos de logística e cumprimento de contratos.
As autoridades paraguaias e a promotoria local estão sob pressão para revisar o caso e garantir que todas as partes cumpram suas obrigações, visando a retomada das obras e a minimização dos impactos negativos na comunidade.



