E-commerce e logística dominam ocupação de galpões no Brasil em 2025, aponta estudo
E-commerce e logística lideram ocupação de galpões no Brasil em 2025

Um estudo recente da consultoria Newmark trouxe à tona os principais atores que estão moldando o cenário dos condomínios logísticos no Brasil em 2025. A análise, que detalha os dez maiores ocupantes desses espaços, aponta uma concentração significativa nos setores de comércio, com ênfase no e-commerce, e de serviços, especialmente logística, transporte e armazenagem.

Liderança do e-commerce e destaque para São Paulo

O estado de São Paulo mantém sua posição como o principal mercado de ocupação para as grandes companhias, consolidando seu papel central na economia logística do país. A exceção fica por conta da Ambev, que tem sua maior concentração em Minas Gerais, especificamente na região de Extrema. Minas Gerais, de maneira geral, emerge como o segundo polo mais relevante, seguido por Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco, demonstrando uma distribuição geográfica que reflete a expansão das operações logísticas além dos tradicionais centros econômicos.

Ranking das empresas com maior área ocupada

No topo da lista, o Mercado Livre lidera com uma impressionante área de 2,5 milhões de metros quadrados, evidenciando o peso do e-commerce na demanda por espaços logísticos. Em segundo lugar, a Shopee ocupa 1,2 milhão de metros quadrados, enquanto a Amazon aparece com 658 mil metros quadrados. A sequência do ranking inclui:

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  • Magazine Luiza: 522 mil m²
  • DHL: 377 mil m²
  • GrupoSC — Santa Cruz Medicamentos e Panpharma: 363 mil m²
  • Ambev: 330 mil m²
  • Coca-Cola FEMSA / Solística: 297 mil m²
  • Luft Logistics: 279 mil m²
  • Assaí Atacadista: 278 mil m²

Esses números não apenas destacam a dominância das plataformas de e-commerce, mas também revelam a importância de empresas de logística e distribuição, como DHL e Luft Logistics, na ocupação desses espaços. A presença de gigantes do varejo, como Magazine Luiza e Assaí Atacadista, além de players do setor de bebidas, como Ambev e Coca-Cola FEMSA, mostra a diversidade de setores que dependem de infraestrutura logística robusta para suas operações.

Impacto na economia e tendências futuras

A concentração dessas empresas em condomínios logísticos reflete uma tendência crescente de otimização da cadeia de suprimentos, com foco em eficiência e redução de custos. O uso de tecnologias, como robôs em ação, tem permitido reduções de até 20% no tempo de processamento de pedidos, conforme mencionado em contextos relacionados, o que impulsiona ainda mais a demanda por espaços adequados para automação.

Além disso, a expansão para estados como Minas Gerais e Pernambuco indica uma estratégia de descentralização, buscando reduzir pressões logísticas em São Paulo e aproveitar vantagens regionais. Isso pode influenciar o desenvolvimento econômico local, criando empregos e fomentando a infraestrutura nessas áreas.

Em resumo, o levantamento da Newmark oferece um panorama claro de como o e-commerce e a logística estão redefinindo o uso do espaço logístico no Brasil, com São Paulo na vanguarda, mas com uma crescente relevância de outros polos regionais. Esses dados são cruciais para investidores, empresários e formuladores de políticas públicas que buscam entender as dinâmicas do mercado imobiliário industrial e suas implicações para a economia nacional.

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